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Protesto contra Copa do Mundo termina com 128 detidos em SP

25 jan 2014
21h57
atualizado em 26/1/2014 às 01h29
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Um protesto contra a Copa do Mundo terminou com 128 pessoas detidas na noite deste sábado, de acordo com balanço divulgado pela Polícia Militar. Foram 108 presos pelo Batalhão de Polícia de Choque e outros 20 pelo policiamento de área. Eles serão encaminhados ao 78º DP. O protesto acabou com três agências bancárias e uma viatura da Guarda Civil Metropolitana destruídos e um Fusca incendiado.

Foram 108 presos pelo Batalhão de Polícia de Choque e outros 20 pelo policiamento de área
Foram 108 presos pelo Batalhão de Polícia de Choque e outros 20 pelo policiamento de área
Foto: Vagner Magalhães / Terra

Convocados pelas redes sociais, centenas de manifestantes se reuniram à tarde no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) para protestar contra o evento esportivo no Brasil, mas por volta das 20h manifestantes e policiais entraram em confronto. Quando a marcha chegou próximo ao Theatro Municipal, uma parte desse grupo atacou a sede da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e uma lanchonete do McDonald´s, na rua Barão de Itapetiniga.

As poucas lojas que estavam abertas na região acabaram fechando. A PM se postou em linha na frente do theatro e os manifestantes começaram a jogar pedras e outros objetos contra os policiais, que não revidaram. Em frente à Igreja da Consolação, alguns manifestantes incendiaram uma lixeira, e um Fusca, que tentava passar pelo local, acabou pegando fogo. Dentro do carro estavam dois casais e uma criança, que saíram sem ferimentos. O Fusca, no entanto, foi totalmente destruído. 

<p>Alguns manifestantes atacaram um carro da Guarda Civil Metropolitana, tentando virar o veículo</p>
Alguns manifestantes atacaram um carro da Guarda Civil Metropolitana, tentando virar o veículo
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

Os manifestantes ainda atacaram dois carros da Guarda Civil Metropolitana. Um dois veículos conseguiu sair da confusão. Os guardas municipais da viatura que ficou no local foram expulsos do carro. Os manifestantes tentaram virar o veículo, mas não conseguiram.

Na Rua Augusta, praticamente sem policiamento, uma agência do Santander, uma concessionária da Fiat e um ônibus foram depredados. O grupo de manifestantes atacou um pequeno grupo de policiais, que fugiu. Logo depois, 10 viaturas da Força Tática enfrentaram os manifestantes, jogando bombas de efeito moral e dispersando a multidão.

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Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus. A mobilização surtiu efeito e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas – o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. "Essas vozes precisam ser ouvidas", disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Terra
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