Polícia Civil do RS vai usar inteligência artificial em registros de violência contra a mulher
O Fonar foi instituído nacionalmente em 2020 e integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, sendo considerado uma das principais ferramentas de avaliação de risco nesses casos
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul começará a utilizar, a partir desta segunda-feira (11), uma ferramenta de inteligência artificial para auxiliar no registro e na análise de ocorrências de violência contra a mulher em todas as delegacias do Estado. O recurso será aplicado junto ao Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), documento usado para identificar sinais de perigo em casos de violência doméstica e familiar. A tecnologia permitirá mais agilidade na interpretação das informações e no encaminhamento de medidas de proteção às vítimas.
O sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Tecnologia da Informação Policial (DTIP) e lançado oficialmente no fim de abril. Nos últimos dias, policiais civis de diferentes regiões passaram por treinamento para operar a nova ferramenta. Atualmente, o Fonar já é utilizado tanto nas delegacias físicas quanto na Delegacia Online, mas parte do preenchimento ainda ocorre manualmente. Com a digitalização, formulários preenchidos em papel poderão ser escaneados e interpretados pela inteligência artificial, que ajudará a organizar os dados diretamente no Sistema de Polícia Judiciária (SPJ).
Segundo a Polícia Civil, a iniciativa permitirá o armazenamento estruturado das informações coletadas em casos de violência doméstica, facilitando a produção de relatórios, estatísticas e mapas que poderão orientar políticas públicas de proteção às mulheres. A ferramenta também deve contribuir para a integração entre os órgãos de segurança e o Judiciário, auxiliando em pedidos de medidas protetivas e outras ações de prevenção.
Para a delegada Viviane Pinto, diretora da Divisão de Sistemas do DTIP e da Delegacia Online, o uso da inteligência artificial representa um avanço estratégico no enfrentamento à violência contra a mulher. Conforme ela, o sistema deve proporcionar mais rapidez no atendimento e ampliar a capacidade de análise das situações de risco. O Fonar foi instituído nacionalmente em 2020 e integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, sendo considerado uma das principais ferramentas de avaliação de risco nesses casos.
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