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Polícia apreende último envolvido em caso de estupro coletivo de crianças na zona leste de São Paulo

Adolescente de 15 anos foi localizado no bairro Ermelino Matarazzo

4 mai 2026 - 11h58
(atualizado às 12h10)
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Adolescente de 15 anos é suspeito de participar de estupro coletivo de duas crianças na zona leste de São Paulo
Adolescente de 15 anos é suspeito de participar de estupro coletivo de duas crianças na zona leste de São Paulo
Foto: Governo de São Paulo

A Polícia Civil apreendeu, na manhã desta segunda-feira, 4, o quarto e último adolescente de 15 anos suspeito de envolvimento no caso de estupro coletivo de duas crianças, na zona leste de São Paulo. O crime ocorreu na última semana contra as vítimas de 7 e 10 anos. 

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), ele foi localizado por policiais do 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, no bairro Ermelino Matarazzo, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Ele foi encaminhado à delegacia acompanhado da mãe e será levado para a Fundação Casa.

Um adulto, identificado como Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi preso em Brejões (BA) na sexta-feira, 1º. A pasta informou que as autoridades tentam viabilizar a transferência dele para São Paulo. 

Homem de 21 anos foi preso na Bahia suspeito de participar de estupro coletivo de duas crianças na zona leste de São Paulo
Homem de 21 anos foi preso na Bahia suspeito de participar de estupro coletivo de duas crianças na zona leste de São Paulo
Foto: Reprodução/Guarda Civil Municipal de Brejões / Estadão

Os outros três adolescentes suspeitos do crime também foram apreendidos, na última quinta, 30. Os cinco suspeitos deverão ser indiciados por estupro coletivo e divulgação de imagem de menor. Alessandro também deverá ser apontado por corrupção de menor. 

O que se sabe sobre o crime

O caso ocorreu em uma comunidade no bairro União de Vila Nova, da Subprefeitura de São Miguel Paulista, no dia 21 de abril. A denúncia foi feita no dia 24. 

A delegada responsável pelo caso, Janaína da Silva Dziadowczyk afirma que a família foi pressionada pela comunidade para não denunciar. "Eles queriam resolver entre eles e não queriam que a polícia tomasse conhecimento."

"Quando a irmã viu o vídeo, identificou o irmão e registrou o boletim de ocorrência. Mas ela não tinha detalhes, não sabia o local. A família estava com medo. Todos saíram de lá. Teve gente que saiu com a roupa do corpo e deixou o imóvel sem nada lá. Foi uma dificuldade localizar essas vítimas."

A denúncia foi feita pela irmã do menino de 10 anos, cuja mãe é dependente química e não há outro responsável por sua guarda.

O que ainda falta para concluir caso

A polícia não encontrou indícios de que o estupro tenha sido planejado, nem que o grupo atue como uma quadrilha. Também não identificou outros casos de abusos sexuais na comunidade.

Apesar disso, ainda aguarda o depoimento de Alessandro e quer realizar perícias em seu celular antes de concluir a investigação. Depoimentos de novas testemunhas podem ocorrer a partir disto.

Depois, haverá o indiciamento e o caso será encaminhado ao Ministério Público, órgão responsável por denunciar ou não o caso para Justiça.

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Fonte: Portal Terra
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