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'Poder público precisa usar tecnologia para dar resposta rápida à sociedade', diz gerente do Google

Paula Aluani explica o que é preciso para solucionar desafios do planejamento urbano. Painel A Cidade Orientada por Dados no São Paulo Innovation Week teve ainda Roberto Speicys Cardoso (Scipopulis) e Cassiano Rusycki,(Mais Mobi)

18 mai 2026 - 11h01
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Até pouco tempo atrás, o congestionamento de uma cidade era mensurado por meio de binóculos e técnicas manuais precárias, com as quais os funcionários públicos chegavam a "medir com o dedo" para estimar os quilômetros de trânsito. Hoje, a realidade é oposta: os municípios nunca tiveram tantos dados precisos em tempo real. "Precisamos usar isso a nosso favor", afirma Roberto Speicys Cardoso, co-fundador da Scipopulis, consultoria para cidades inteligentes.

A diretora de Parcerias Geográficas para a América Latina do Google, Paula Aluani, explica que é necessário usar a tecnologia e a inteligência artificial para atuar de forma rápida e solucionar desafios
A diretora de Parcerias Geográficas para a América Latina do Google, Paula Aluani, explica que é necessário usar a tecnologia e a inteligência artificial para atuar de forma rápida e solucionar desafios
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Cardoso apresentou esse cenário nesta sexta-feira, 15, na palestra A Cidade Orientada por Dados, no São Paulo Innovation Week (SPIW), maior festival global de tecnologia e inovação, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap.

O consultor lembra que o estudo e aplicação da estatística nasceram a partir da coleta de informações pelos governos sobre a população e o território para melhorar a forma de governar. Para ele, essa é uma necessidade intrínseca ao ato de governar. "Agora, nessa transição digital, precisamos explorar melhor esses dados para melhorar a gestão pública."

A gerente de parcerias estratégicas de Geo (Waze /Google Maps) do Google, Paula Aluani, foi além. Segundo ela, é necessário usar a tecnologia e a inteligência artificial para atuar de forma rápida e solucionar desafios. "A cidade consegue saber se tem um buraco, se tem acidente, se teve algum celular roubado por vidro quebrado. E esses dados têm muito valor e muita coisa pode ser feita com eles do ponto de vista de planejamento urbano."

Painel A Cidade Orientada por Dados com Cassiano Rusycki, Paula Aluani e Roberto Speicys Cardoso no São Pauo Innovation Week
Painel A Cidade Orientada por Dados com Cassiano Rusycki, Paula Aluani e Roberto Speicys Cardoso no São Pauo Innovation Week
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Ela afirma que ainda há uma resistência muito grande à tecnologia por parte da população e também da burocracia do Poder Público. "A tecnologia não é um inimigo. Estamos aqui para ajudar a salvar tempo e dinheiro."

Cassiano Rusycki, diretor executivo do Mais Mobi, avalia que o futuro das políticas públicas depende da capacidade do gestor público de "ouvir" os dados do município. "Assim o gestor público vai poder organizar essa cidade, fazer planejamento, investimento e reorganizar ações e programas."

São Paulo Innovation Week

O São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, é realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, até esta sexta-feira, 15. Entre os mais de 2 mil palestrantes convidados para os três dias do evento estão especialistas brasileiros e estrangeiros em áreas como ciência, saúde, educação, agronegócio, finanças, mobilidade, geopolítica, esportes, sustentabilidade, arte, música e filosofia, entre muitas outras.

No fim de semana, o festival leva uma série de eventos paralelos (side events) gratuitos para quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) da cidade, em parceria com a Prefeitura de São Paulo. São eles: Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar). Não é necessário fazer inscrição; o acesso será por ordem de chegada, sujeito à lotação dos espaços. A programação gratuita reúne nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo em debates e experiências imersivas.

Estadão
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