PM que matou mulher na zona leste de SP está em estágio na corporação e atua nas ruas há 3 meses
Soldado de 21 anos foi aprovada em concurso de formação em novembro de 2024. Tiro ocorreu após discussão na Cidade Tiradentes e caso é investigado pelo DHPP e pela Corregedoria da PM
A policial Yasmin Cursino Ferreira, 21 anos, que matou Thawanna da Silva Salmázio, 31 anos, na Cidade Tiradentes, zona leste de São Paulo, atua na rua há três meses. Ela foi aprovada no concurso de formação de soldados na Polícia Militar em novembro de 2024, conforme o Diário Oficial do Estado de 27 daquele mês.
A soldado Yasmin está na etapa final do curso da corporação. Conforme o site da Polícia Militar, o curso tem duração de dois anos. São seis meses de formação básica, outros seis meses de formação específica (cumprida em unidades operacionais) e mais 12 meses de estágio supervisionado, já atuando nas ruas, nas estradas.
Durante a ocorrência de sexta-feira, 3, a soldado não estava com câmera corporal por conta do seu tempo curto na corporação. Foi por meio da câmera do soldado Weden que foi possível ver a policial Yasmin saindo da viatura e caminhando em direção a Thawanna, discutindo com a vítima. Na sequência, o soldado também sai do carro e começa a discutir com Luciano, companheiro de Thawanna. Em seguida, quando Weden está atrás do carro, é possível ouvir o disparo.
Conforme o vídeo, o casal estava caminhando na rua quando o retrovisor da viatura teria esbarrado em Luciano, o que causou o início da discussão.
policial vai então em direção a Yasmin e a questiona sobre o que aconteceu. Ela responde apenas que foi atingida por um tapa. Luciano nega: "Não bateu, não!".
À Yasmin, ele ainda comenta que "seria interessante achar uma câmera que mostra ela (Thawanna) te dando tapa na cara" e, em outro momento, consola a colega: "Não era pra ter atirado, não, mas... ter atirado porque ela veio pra cima de você, te bater, pegar sua arma". Em outra fala, chega a dizer: "Relaxa, agora já foi já".
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado "com prioridade" pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e que as câmeras corporais foram anexadas aos inquéritos.
Um Inquérito Policial Militar também foi aberto. A Corregedoria da PM também apura o episódio para entender o que aconteceu.