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PM morta em SP: Tarcísio fala pela primeira vez sobre o caso e defende prisão do tenente-coronel

Mais de um mês após o caso, governador de São Paulo afirma que seu 'posicionamento público é prender o criminoso'

24 mar 2026 - 16h56
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), falou pela primeira vez nesta segunda-feira, 24, sobre a morte da soldado Gisele Alves Santana, assassinada pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, no último mês.

Questionado sobre por que não havia se posicionado sobre o assunto mesmo após um mês do caso, o governador paulista afirmou, em conversa com jornalistas, que "o posicionamento público é prender o criminoso e apresentá-lo à Justiça. Esse é o posicionamento público. É não deixar um crime desse em vão e impune. E a gente não vai deixar"

Gisele foi encontrada morta em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava, no Brás, na região central de São Paulo. O caso foi inicialmente registrado como suicídio, com base na versão apresentada por Geraldo Neto no boletim de ocorrência.

Cerca de um mês depois da morte, o tenente-coronel tornou-se réu por feminicídio e fraude processual. Ele foi preso na última quarta-feira, 18, em São José dos Campos. A defesa de Geraldo Neto nega que ele tenha matado a mulher.

Segundo um relatório da Polícia Civil, ao qual o Estadão teve acesso, Geraldo Neto teria imobilizado Gisele por trás com a mão esquerda, segurado a mandíbula dela e, com a mão direita, efetuado um disparo contra a têmpora da vítima.

"A melhor resposta que podemos dar sobre o caso da PM, que a gente lamenta muito, como lamentamos cada feminicídio, é a punição dura do responsável. O policial que cometeu o feminicídio está preso, vai ser apresentado à Justiça, vai ser julgado e a gente espera que ele seja condenado com todo o rigor da lei", afirmou o governador.

O Estado de São Paulo registrou um recorde de feminicídios em janeiro de 2026. Conforme dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), foram 27 casos no mês, cerca de um por dia ou um a cada 27,5 horas.

Na comparação com o mesmo período nos anos anteriores, os dados deste ano ultrapassam janeiro de 2024, quando o território paulista somou 25 feminicídios ao todo.

Estadão
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