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Pedágios em rodovias de SP não terão reajuste em 2022, diz Rodrigo Garcia, candidato à reeleição

Mudança no valor estava prevista para esta sexta para maior parte das concessionárias; segundo governo do Estado, decisão ocorre 'por causa da atual conjuntura econômica e do custo Brasil, com a alta desenfreada dos preços, em especial, de combustíveis'

30 jun 2022 - 12h49
(atualizado às 18h27)
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SÃO PAULO - As tarifas dos pedágios de rodovias de São Paulo não serão reajustadas neste ano, anunciou a Secretaria de Logística e Transportes (SLT) nesta quinta-feira, 30. A decisão ocorre, segundo o governo do Estado, "por causa da atual conjuntura econômica e do custo Brasil, com a alta desenfreada dos preços, em especial, de combustíveis". A mudança nos valores, que não irá ocorrer mais, estava prevista para esta sexta-feira, 1º, para a maior parte das concessionárias.

O governador e candidato à reeleição Rodrigo Garcia (PSDB) disse que, diante da alta desenfreada de preços, "é impensável onerar o bolso dos paulistas". A atualização seria de 10,72% (IGPM) a 11,73% (IPCA) - o que dependeria do indexador do contrato de concessão - para perdas inflacionárias ocorridas nos últimos 12 meses (de maio de 2021 a maio deste ano).

O reajuste anual das tarifas de pedágio, informou o governo paulista, está previsto em contrato e se refere às estradas administradas pelas 18 concessionárias pertencentes ao Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de São Paulo. Do total, 17 teriam os valores das tarifas atualizados neste dia 1º de julho e uma, a Entrevias, no dia 6 de julho.

Ainda conforme o governo, a SLT e a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) foram incumbidas de criar uma nova política estadual para as rodovias concessionadas paulistas para buscar soluções que, por um lado, não prejudiquem a população e os setores que dependem do transporte pelas rodovias, e, por outro, não inviabilizem os contratos.

Em reunião nesta segunda-feira, 27, a Secretaria de Logística e Transportes criou, por determinação do governo de São Paulo, uma câmara temática que envolve Artesp, Procuradoria Geral do Estado e as secretarias de Governo e da Fazenda. Além da ABCR (Associação Nacional das Concessionárias) e de sindicatos da área de transportes.

O objetivo do grupo é discutir, em reuniões agendadas para as próximas semanas, formas de compensação com as concessionárias para, desse modo, evitar quebra de contratos. A estimativa é que a câmara temática chegue a um acordo em um período estimado de 30 a 60 dias. Por ora, não há subsídios destinados às empresas diante do congelamento.

Confira os preços dos pedágios em 2022 nas rodovias de SP

  • Anhanguera (SP-330 - praça de Perus): R$ 10,60 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 11,80
  • Anhanguera (SP-330 - praça de Valinhos): R$ 10,50 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 11,70
  • Bandeirantes (SP-348 - praça Caieiras): R$ 10,60 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 10,80
  • Bandeirantes (SP-348- praça Sumaré): R$ 9,30 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 10,40
  • Anchieta (SP-150 - praça Riacho Grande): R$ 30,20 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 33,80
  • Imigrantes (SP-160 - praça Piratininga): R$ 30,20 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 33,80
  • Castello Branco (SP-280 - praça Osasco): R$ 4,90 / Com reajuste, cobrança seria de R$ R$ 5,40
  • Castello Branco (SP-280 - praça Barueri): R$ 4,90 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 5,40
  • Ayrton Senna (SP-070 - Itaquaquecetuba): R$ 4,20 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 4,70
  • Ayrton Senna (SP-070 - São José dos Campos): R$ 4,00 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 4,40
  • Rodoanel Oeste (todas as praças): R$ 2,50 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 2,80
  • Rodoanel Sul (todas as praças): R$ 3,90 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 4,30
  • Rodoanel Leste (todas as praças): R$ 2,90 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 3,30
  • Rodovia dos Tamoios (SP-099 praça Jambeiro): R$ 4,40 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 4,90
  • Rodovia dos Tamoios (SP-099 praça Paraibuna): R$ 8,50 / Com reajuste, cobrança seria de R$ 9,40

Estado reduziu alíquota de ICMS de combustíveis no início da semana

Além da decisão de não reajustar o valor dos pedágios, Rodrigo Garcia anunciou nesta segunda-feira, 27, que o Estado começaria a aplicar, de forma imediata, a redução da alíquota de ICMS da gasolina de 25% para 18%. Segundo o governo paulista, a expectativa é que a decisão cause um efeito na bomba com baixa de cerca de R$ 0,48.

A ação de Garcia foi vista como eleitoreira e abriu uma dissidência entre os Estados, segundo apurou o Estadão. A decisão foi tomada após o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionar, na sexta-feira, 24, o teto na cobrança do imposto estadual sobre os combustíveis.

Estadão
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