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Operação Código Reverso: PF e GAECO miram desvio de R$ 1,4 milhão destinado a saúde de cidade do RS

Investigação conjunta aponta que ex-secretária municipal fraudava pagamentos de medicamentos para beneficiar empresas próprias

14 jul 2026 - 18h04
(atualizado às 18h10)
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A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagraram, nesta segunda-feira (13), a chamada Operação Código Reverso. A ação conjunta, conduzida por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), investiga um esquema criminoso que desviou cerca de R$ 1,46 milhão de recursos públicos que deveriam ser destinados à saúde do município de Pinheiro Machado, localizado no Sul do Estado.

Foto: MPRS / Porto Alegre 24 horas

O alvo principal da ofensiva é uma ex-secretária de Saúde do município. Segundo as apurações coordenadas pelo promotor de Justiça Rogério Meirelles Caldas, do 10º Núcleo Regional do GAECO - Sul, os desvios ocorreram de forma contínua entre os anos de 2023 e 2026. O esquema consistia em adulterar documentos de pagamento de medicamentos e insumos médicos para beneficiar diretamente empresas ligadas à investigada, enquanto os registros oficiais da prefeitura mantinham, de forma enganosa, os nomes dos fornecedores regularmente contratados.

Durante a operação, que contou com o apoio operacional de agentes da Brigada Militar (BM), foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da ex-secretária, em Pinheiro Machado. Com o objetivo de assegurar o ressarcimento dos valores desviados aos cofres públicos e preservar as provas coletadas, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias, a indisponibilidade de um imóvel e a apreensão de dois veículos da investigada.

Os investigadores concentram-se agora na análise do material apreendido para rastrear toda a extensão dos danos e identificar possíveis novos envolvidos. O inquérito policial e o procedimento investigatório criminal buscam responsabilizar a ex-gestora e seus eventuais cúmplices pelos crimes de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, supressão de documento público e fraude em contratações públicas.

MPRS.

Porto Alegre 24 horas
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