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Operação Cerco Fechado: Polícia Civil desarticula quadrilha que ameaçava agentes em Butiá

Ofensiva prendeu 13 pessoas e revelou esquema de tráfico e agiotagem comandado de dentro do sistema prisional

29 abr 2026 - 10h03
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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Cerco Fechado com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso atuante em Butiá, na Região Carbonífera. Além do tráfico de entorpecentes, a quadrilha era investigada por realizar ameaças diretas contra agentes de segurança pública. A ação resultou, até o momento, na prisão de 13 pessoas.

Foto: Canva / ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

As investigações, conduzidas pela Delegacia de Butiá em parceria com o Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), revelaram que o grupo movimentou aproximadamente R$ 500 mil nos últimos seis meses por meio da venda de drogas e práticas de agiotagem. A ofensiva mobilizou agentes para o cumprimento de 15 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão.

Liderança e Hierarquia

O esquema era coordenado por um líder que, mesmo recolhido ao sistema prisional, mantinha controle absoluto sobre as operações externas. Segundo a delegada Ana Flávia Leite (Denarc), o monitoramento de aparelhos celulares apreendidos permitiu reconstruir a estrutura da organização:

Comando Central: O líder ditava ordens de pagamento, fluxo financeiro e distribuição de pontos de venda.

Operacional: Subordinados prestavam contas diárias e gerenciavam malotes que chegavam a render R$ 2 mil em apenas um dia.

Intimidação: O grupo utilizava ameaças contra policiais para tentar garantir a impunidade de suas ações na região.

Impacto no Interior

O diretor do Denarc, Carlos Wendt, destacou que a operação é uma resposta estratégica à migração de facções da Região Metropolitana para cidades menores do interior. "A Polícia Civil está atenta a esse movimento. Essa ação certamente trará um impacto positivo na segurança e na vida social da população local", afirmou.

Os presos responderão pelos crimes de tráfico de drogas e associação criminosa. As autoridades reforçam a importância de denúncias anônimas, que foram o ponto de partida para esta investigação iniciada em maio de 2025.

Com informações: GZH

Porto Alegre 24 horas
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