O que se sabe sobre morte de oficial da Marinha dentro de alojamento militar em SP
Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada morta no Centro Tecnológico da Marinha; médica do Hospital Universitário teria se recusado a fazer atestado de óbito da oficial
A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a morte suspeita da segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, encontrada sem vida em um alojamento militar na USP, em São Paulo. A engenheira mecânica era considerada saudável pela família, que aponta demora de horas no socorro. O caso mobilizou a polícia após uma médica do Hospital Universitário se recusar a emitir o atestado de óbito sem apuração prévia. Laudos periciais do IML podem levar até 60 dias para conclusão.
A segundo-tenente da Marinha Beatriz Fickert Santoro, de 33 anos, foi encontrada sem vida na quinta-feira passada, 24, no alojamento no Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo. Até o momento, as circunstâncias e a dinâmica da da morte não foram esclarecidas.
Soraia Fickert, mãe da tenente, disse ao g1 que a filha era saudável e foi encontrada no alojamento mais de duas horas após a morte. Veja a seguir o que se sabe até agora sobre o caso.
Quem investiga?
A Polícia Federal afirmou que instaurou um inquérito policial para apurar o caso. Até o momento, exames foram realizados pelo Instituto Médico Legal e alguns laudos podem demorar até 60 dias para ficarem prontos, devido ao grau de complexidade.
Em nota, a corporação afirmou que "não comenta sobre seus inquéritos em andamento".
O que diz a Marinha?
De acordo com a Marinha, a equipe médica da unidade foi imediatamente ao alojamento localizado na Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP) e encontrou a militar "desfalecida". Em seguida, ela foi encaminhada ao Hospital Universitário da USP, onde foi constatado o óbito.
"A Marinha presta assistência social, psicológica e religiosa aos familiares e manifesta suas sinceras condolências aos familiares e amigos", disse em nota.
O que diz a Polícia Militar?
A Secretaria da Segurança Pública do Estado disse que a Polícia Militar foi acionada após uma médica do Hospital Universitário se recusar a fazer o atestado de óbito de Beatriz Fickert. Em seguida, reforçou que a investigação e as demais providências ficarão a cargo da Polícia Federal e da Marinha.
De acordo com o boletim de ocorrência, a oficial, que trabalhava no Centro de Pesquisa da Marinha, chegou sem vida ao hospital. A ocorrência foi apresentada no 7º Distrito Policial (Lapa) e registrada como morte suspeita.
O que diz a família?
A mãe da tenente, Soraia Fickert, disse ao g1 que a filha "era saudável" e que já estava morta há "mais de duas horas" quando foi encontrada no alojamento.
"Ela era saudável, foi encontrada sem vida no alojamento e já tinha mais de duas horas que havia morrido", afirmou ao veículo. Segundo ela, "a médica do hospital se recusou a assinar o óbito por esse motivo. Chamaram a Polícia Federal".
Quem era a tenente?
De acordo com o boletim de ocorrência, Beatriz trabalhava no Centro de Pesquisas da Marinha, que fica dentro da Cidade Universitária da Universidade de São Paulo (USP), na zona oeste da capital paulista.
Segundo perfil redes sociais, Beatriz era moradora do Alto Tietê, na Grande São Paulo, e tinha formação superior em Engenharia Mecânica e duas pós-graduações no currículo, uma em Gerenciamento de Projetos e outra em Engenharia da Qualidade.
O corpo de Beatriz foi enterrado no sábado, 26, no Cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.
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