Mulher erra endereço e passa a ser acusada nas redes de tentar sequestrar criança
Caso ocorreu em Praia Grande; prints circularam nas redes sociais com a imagem de psicopedagoga como suposta 'sequestradora de crianças'
Uma neuropsicopedagoga afirma ter sido acusada injustamente nas redes sociais de tentar sequestrar uma criança, em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Claudia Regina Pereira Torres teve imagens suas divulgadas como suposta sequestradora, após errar o endereço onde buscaria o melhor amigo do filho de sua prima.
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O caso ocorreu na última sexta-feira, 24, dias depois de ela ir até uma comunidade em São Vicente, a pedido de sua prima, para buscar um menino, amigo do filho dela, que passaria o final de semana na casa da família.
Claudia foi até o endereço informado de carro, com o marido e as duas sobrinhas. Ela desembarca do carro e para em uma casa onde ocorria uma festa, apresenta-se para as pessoas e diz que veio buscar o menino. Nesse momento, começa um “burburinho”, então, a psicopedagoga entra em contato com a prima novamente para ver se era aquele local.
Em seguida, algumas pessoas se aproximam e dizem que a mãe da criança não liberou. Foi então que percebeu que houve um engano, pois estava na rua certa, mas na casa errada. Então, ela explica para mãe do menino errado o que havia acontecido, justamente por ter percebido que a situação poderia ter sido interpretada de uma maneira equivocada.
“Saio de lá com tudo explicado. Entro no carro, choro bastante, porque lá mesmo já percebi que tinham umas pessoas achando que eu queria fazer algum mal”, afirma. Depois, Claudia se direciona para a casa certa, onde o garoto e sua mãe já esperavam pela carona. Lá, ela também mencionou tudo o que havia ocorrido.
No entanto, para a sua surpresa, na tarde de sexta, recebeu de uma amiga prints de conversas de câmeras de segurança com a acusação de que teria tentado “roubar uma criança”. A postagem dizia: "Ontem, essa mulher se passou como vó de uma criança que estava em uma festa de família no intuito de roubá-la. A mãe não conhece e já foi feito o boletim de ocorrência. Porém, tomem cuidado, isso foi na Vila Mirim".
Segundo Claudia, os prints rolaram por grupos nas redes sociais. Com medo, ela mesmo fez um vídeo explicando a situação. Além disso, a irmã do menino que ela foi buscar também publicou um vídeo afirmando que havia ocorrido um mal-entendido.
A psicopedagoga ainda procurou pela irmã da criança confundida, que havia feito alguns stories mencionando o caso, e deixou claro que havia ocorrido um engano, conforme os prints fornecidos por ela à reportagem. Depois do caso, Claudia registrou um boletim de ocorrência de calúnia no 2º DP de Praia Grande.
“Sou bem conhecida aqui na Praia Grande. O meu desespero é que eu sou neuropsicopedagoga, trabalho com crianças e adolescentes. Estou sem comer, só choro”, desabafa.
Família da criança se manifestou nas redes
O Terra buscou pela família da criança, mas não teve retorno até o momento. No entanto, a irmã do menino confundido fez um vídeo nas redes sociais onde também contou a situação. Ela reforçou que ocorreu uma mal-entendido e disse que a família ficou assustada.
A mulher ainda menciona que se preocupou com a segurança da criança, mas alegou que a família não foi responsável pela divulgação das imagens da psicopedagoga.

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