Motorista de transporte escolar é indiciado após adolescente denunciar importunação sexual no RS
O homem trabalhava havia cerca de 15 anos como motorista e cobrador de uma empresa contratada pela Prefeitura
Um motorista de transporte escolar de 63 anos foi indiciado por importunação sexual contra uma jovem de 17 anos em Santa Cruz do Sul (RS). A vítima procurou a polícia após o relato de assédio feito por uma servidora pública contra o mesmo homem, caso que é apurado pela Deam. Acusado de toques sem consentimento e conversas inadequadas, o suspeito, que nega os crimes, foi afastado da empresa terceirizada pela prefeitura e responde em liberdade enquanto o inquérito segue para a Justiça.
Um motorista de 63 anos foi indiciado pela Polícia Civil por importunação sexual contra uma adolescente de 17 anos em Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que concluiu o inquérito na última sexta-feira (2).
A adolescente procurou a polícia depois de ver, nas redes sociais, o relato de uma servidora pública que afirmou ter sido vítima de assédio praticado pelo mesmo motorista. Segundo a investigação, os casos teriam ocorrido em momentos diferentes.
O homem trabalhava havia cerca de 15 anos como motorista e cobrador de uma empresa contratada pela Prefeitura de Santa Cruz do Sul para realizar transporte escolar em trechos interdistritais do município. A investigação aponta que ele teria iniciado conversas de cunho pessoal e sexual com vítimas e, em determinadas situações, realizado toques sem consentimento.
Após o relato da servidora pública, registrado em abril, a Secretaria Municipal de Educação solicitou à empresa o afastamento cautelar do funcionário. A prestadora informou que retirou o homem de todas as atividades.
A empresa afirma que o motorista negou as acusações e que continua colaborando com as autoridades. De acordo com a companhia, depois do afastamento ele foi internado por estresse e posteriormente passou a receber benefício do INSS, motivo pelo qual ainda não foi demitido.
O homem não possui antecedentes criminais e responde ao processo em liberdade. No caso envolvendo a adolescente, o inquérito aguarda o encaminhamento da denúncia ao Judiciário. A identidade dos envolvidos e os locais onde os fatos teriam ocorrido não foram divulgados para preservar as vítimas.
Além da investigação da DPCA, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apura a denúncia apresentada pela servidora pública. A polícia também identificou outra pessoa que teria sido importunada quando ainda era menor de idade, mas ela não quis prosseguir com a denúncia.
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