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Minotauro tinha esconderijo de quadros roubados avaliados em milhões de reais em SP; veja as obras

Pinturas ficavam escondidas em Paraisópolis e eram armazenadas de forma sofisticada; defesa não foi localizada

19 set 2025 - 21h00
(atualizado às 22h42)
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Preso nesta sexta-feira, 19, por suspeita de assaltos a residências de luxo em São Paulo, Diego Fernandes de Souza, conhecido como Minotauro, também mirava o roubo de obras de artes de suas vítimas, a maioria moradoras da região do Morumbi, zona sul de São Paulo.

A defesa de Minotauro não foi localizada. Segundo os investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que realizaram a prisão de Minotauro, uma das vítimas chegou a ter uma coleção de quadros levada pelo grupo criminoso, em uma invasão praticada em 2021.

Minotauro roubou uma coleção de arte de um morador de São Paulo, em 2021. Ao menos 20 quadros foram levados da residência e encontrados nesta sexta, em Paraisópolis.
Minotauro roubou uma coleção de arte de um morador de São Paulo, em 2021. Ao menos 20 quadros foram levados da residência e encontrados nesta sexta, em Paraisópolis.
Foto: Caio Possati/Estadão / Estadão

Ao menos 20 obras de arte foram roubados desta casa, mas o número pode chegar a 32. As investigações apontam que as pinturas eram armazenadas com cuidado, mantidas de forma preservada para manter a qualidade, com o objetivo de garantir a revenda. Algumas, inclusive, já tinham sido comercializadas.

Como era o esconderijo

As obras foram localizadas nesta sexta na casa de um morador de Paraisópolis, comunidade da zona sul vizinha ao Morumbi.

Elas ainda serão periciadas para saber o valor exato de cada uma, mas, de acordo com a polícia, duas delas somariam R$ 6 milhões.

"Essa titulação de 'maior ladrão do Brasil', não é à toa, disse Artur Dian, delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo.

"A gente não tem todas as avaliações ainda (dos valores). Mas mandamos dois quadros para avaliador e são R$ 3 milhões cada, em média", acrescentou.

Polícia Civil exibiu os quadros roubados por Minotauro durante coletiva de imprensa no Deic, zona norte da capital.
Polícia Civil exibiu os quadros roubados por Minotauro durante coletiva de imprensa no Deic, zona norte da capital.
Foto: Caio Possati/Estadão / Estadão

O homem que guardava os quadros para Minotauro também foi conduzido ao Deic na manhã desta sexta e será investigado por receptação. Ele não teve a identidade revelada.

Conforme a Polícia Civil, Souza tinha diferentes imóveis em Paraisópolis e costumava alternar a sua estadia entre esses lugares para despistar a polícia. Ele já tinha um mandado de prisão expedido há dois anos, mas com histórico de passagens desde 2016.

O Morumbi era um dos alvos preferidos da quadrilha comandada por Minotauro justamente por estar perto da comunidade. Conforme a polícia, são ao menos 15 ocorrências criminais envolvendo Diego de Souza no distrito.

Armazenamento

Segundo Fábio Sandrin, da Delegacia de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Deic, Minotauro já tinha vendido alguns quadros pelo valor de R$ 150 mil. "Ele se desfazia (das obras) quando precisava de dinheiro". Os policiais não souberam informar o autor das obras.

Duas das obras foram avaliadas em R$ 6 milhões, segundo a polícia.
Duas das obras foram avaliadas em R$ 6 milhões, segundo a polícia.
Foto: Caio Possati/Estadão / Estadão

Os quadros foram encontrados em bom estado de acondicionamento, armazenados dentro de armários e envolvidos com plástico bolha, disse.

"Isso mostra o grau de estruturação e sofisticação desses roubadores", afirmou Clemente Castilhone Junior, delegado divisionário da Polícia Civil. Segundo ele, os próximos passos da investigação são desmantelar o esquema de receptação desses quadros e identificar possíveis compradores.

Estadão
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