Marinha abre inquérito para investigar acidente de moto aquática em Ilhabela
Corporação apura o que pode ter causado o desaparecimento de Dheoge Bernardino e Bruna Damaris; mulher foi resgatada com vida
A Marinha do Brasil abriu um inquérito para apurar o que causou o incidente com uma moto aquática em Ilhabela, no litoral de São Paulo, que fez com Dheoge Bernardino, de 28 anos, e Bruna Damaris, de 26, desaparecessem. Bruna foi encontrada, enquanto Dheoge segue desaparecido.
Segundo a Marinha, o Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação vai investigar as circunstâncias, as causas e os possíveis responsáveis pelo acidente. A corporação informou ainda que questões relacionadas à habilitação do condutor da moto aquática e à regularidade da documentação fazem parte da apuração em andamento.
A Marinha também está envolvida nas buscas por Dheoge, que chegaram hoje ao sexto dia, sem sucesso. A força empregou três embarcações, enquanto Aeronáutica, Polícia Militar de São Paulo e o Grupamento de Bombeiros Marítimo são outras corporações a atuar na ocorrência.
Além da Marinha, o caso também é investigado pela Polícia Civil de São Paulo. Segundo o delegado de Ilhabela, Caio Nunes de Miranda, a principal hipótese no momento é de que a moto aquático tenha tido uma pane e afundado. O equipamento foi encontrado na segunda-feira, 25, e encaminhado para perícia.
"Pelo que eu soube, pelo que eu apurei, ainda não é nada oficial, tendo em vista que a embarcação, o jet ski, está para fins periciais. A embarcação parou no meio do mar, apagou. Eles ficaram um tempo sobre a embarcação, ela começou a afundar, aí eles tiveram que desembarcar e ficaram à deriva todo esse período no mar", disse Miranda em entrevista à Rede Vanguarda.
Bruna Damaris Sant'anna da Silva, de 26 anos, foi resgatada na última terça-feira, 26, e recebeu alta hospitalar na quinta-feira, 28. Ao sair do hospital, Bruna pediu que as pessoas continuassem orando por Dheoge.
Ela foi encontrada por dois pescadores. Bruna boiava graças ao colete salva-vidas que usava e não teve ferimentos graves. Contudo, precisou ficar internada dois dias no hospital Mário Covas, em Ilhabela, devido ao esforço físico e à falta de alimentação e água nos dois dias que passou à deriva.
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