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Justiça mantém condenação a Volkswagen por trabalho análogo à escravidão durante ditadura militar

Decisão foi confirmada por unanimidade, condenando a empresa a pagar R$ 165 milhões por violações de Direitos Humanos no Pará

24 fev 2026 - 17h16
(atualizado às 17h26)
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Pessoas acompanharam a audiência de 2º Grau do caso envolvendo a Volkswagen com cartazes:  'Amazônia sangrou'
Pessoas acompanharam a audiência de 2º Grau do caso envolvendo a Volkswagen com cartazes: 'Amazônia sangrou'
Foto: Reprodução/Justiça do Trabalho PA

A Justiça do Trabalho decidiu, por unanimidade, por manter a condenação à empresa Volkswagen por trabalho análogo à escravidão durante a ditadura militar em Santana do Araguaia, no Pará. A decisão foi tomada nesta terça-feira, 24, em sessão da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região. A empresa terá que pagar R$ 165 milhões por violação de Direitos Humanos.

Segundo a Justiça do Trabalho, a condenação aconteceu, inicialmente, em novembro de 2025, ao ser reconhecida a existência de um sistema estruturado de exploração de trabalhadores na Fazenda Vale do Rio Cristalino, também conhecida como Fazenda Volkswagen. “Ficou comprovado que, entre 1974 e 1986, centenas de trabalhadores foram aliciados em diferentes regiões do país com promessas de emprego e submetidos a condições degradantes”, explicam, em nota.

Relatos apontam servidão por dívida, vigilância armada, jornadas exaustivas, alojamentos precários, alimentação insuficiente e ausência de assistência médica na época. A desembargadora Maria Zuíla Dutra, relatora do processo, apontou que foi “caracterizada a prática de trabalho escravo contemporâneo, tráfico de pessoas para fins de trabalho em condições desumanas e aviltantes, condutas que representam a mais abjeta violação à dignidade da pessoa humana”.

A empresa tentou recorrer, mas todos os recursos foram rejeitados. Além disso, o Ministério Público solicitou que parte do valor da indenização seja revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

“Essa decisão representa uma grande vitória e reforça o entendimento de que não se deve aplicar prescrição em casos como este, por se tratar de grave violação de direitos humanos”, disse a procuradora Cíntia Leão, do Ministério Público no Pará (MPT).

O Terra tenta contato com a Volkswagen. O espaço segue aberto e será atualizado em caso de manifestação.

Fonte: Portal Terra
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