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Irmão de Eloá: O que se sabe sobre a tentativa de homicídio contra tenente da Rota

Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado São Caetano do Sul no último sábado; até o momento, dois suspeitos foram presos, um foi morto e outro foi identificado

2 jul 2026 - 08h52
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O irmão de Eloá Pimentel, o policial militar Ronickson Pimentel dos Santos, foi baleado no último sábado, 27, quando estava parado em um semáforo em São Caetano do Sul, no ABC Paulista.

Quase uma semana após o crime, Ronickson segue internado em estado grave. Dois suspeitos de participação no crime foram presos, um morreu em uma suposta troca de tiros com agentes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) e outro foi identificado.

Quem é Ronickson Pimentel dos Santos?

Ronickson é irmão mais velho de Eloá, que foi morta aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008, no caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo.

Ele ingressou na Polícia Militar em 2009 como soldado, após servir como fuzileiro naval na Marinha entre 2006 e 2009. Desde 2019, ele integra a Rota, tropa de elite da PM. Hoje, ele é primeiro-tenente e, além da atuação operacional, ajuda na formação de novos policiais militares como instrutor de tiro e de procedimentos operacionais.

Como o crime ocorreu?

O crime ocorreu na manhã do último sábado. Ronickson estava em uma moto, parado em uma semáforo da Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. O tenente estava de folga e à paisana.

Imagens de uma câmera de monitoramento mostram o momento em que ele é surpreendido pelos criminosos, que se aproximam, em outra motocicleta, e efetuam os disparos.

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em São Caetano do Sul.
Foto: Reprodução/@r_pimentels via Instagam / Estadão
Qual o estado de saúde do policial?

Ronickson foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, pelo helicóptero Águia, da PM.

Até a última atualização, divulgada pela Rota na manhã de quarta-feira, 1º, o tenente seguia internado na UTI. Segundo o boletim, ele apresentou evolução clínica e resposta satisfatória às medidas adotadas pela equipe médica, que pretendia realizar uma nova tomografia de crânio e continuar a redução da sedação, além de adotar medidas de suporte clínico para auxiliar na recuperação.

O policial permanece sem febre e com funcionamento adequado dos demais órgãos, quadro considerado estável e com sinais de evolução favorável.

Quem são os suspeitos?

Até o momento, dois suspeitos foram presos, um foi morto e outro foi identificado.

Dois suspeitos, de 40 e 52 anos, foram presos temporariamente ainda no domingo, 28. Eles foram localizados em Guaianases, na zona leste de São Paulo, e são investigados por darem cobertura logística para o crime.

Na quarta-feira, o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso, confirmou a identificação de um dos suspeitos de atirar contra o tenente.

Horas mais tarde, um quarto suspeito morreu após uma suposta troca de tiros com agentes da Rota em Guaianases. Segundo a PM, os policiais receberam uma denúncia que indicava a participação do homem no caso. As equipes foram verificar a situação, mas o suspeito teria resistido à abordagem e atirado contra os agentes.

Ele foi socorrido e encaminhado à uma unidade de atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência foi registrada no 68º Distrito Policial, no Lageado.

O que a investigação apontou?

A investigação apontou que os criminosos planejaram o crime por pelo menos três meses e que um dos suspeitos monitorava a casa do policial. Segundo o DHPP, o Renault Logan, da cor branca, utilizado pelos criminosos, circulava por São Caetano desde fevereiro.

A SSP afirmou que o veículo foi localizado na noite de terça-feira, 30, pelas polícias Civil e Militar, em um terreno no Jardim Guaianases, coberto por uma capa cinza, o que chamou a atenção dos policiais. Eles checaram a placa e confirmaram que se tratava do mesmo caso usado na tentativa de homicídio.

O secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, afirmou que as motivações do crime ainda são apuradas. "Precisamos prender primeiro para depois descobrir o que levou a esse ataque contra o policial", disse.

Estadão
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