Governo de São Paulo adia mais uma vez leilão da PPP do Novo Centro Administrativo
Projeto é aposta do governo Tarcísio para requalificar centro da capital; novas datas ainda não foram divulgadas
A Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) de São Paulo adiou mais uma vez o leilão da parceria público-privada (PPP) para concessão do novo centro administrativo do governo estadual paulista, um dos principais projetos do governo Tarcísio de Freitas.
A entrega dos envelopes das empresas com as propostas estava marcada para a próxima segunda-feira, 24, com a abertura prevista para a sexta-feira, 28. As novas datas ainda não foram divulgadas.
Segundo a SPI, a mudança ocorreu após solicitação das companhias interessadas, que pediram prazo adicional para concluir a apresentação de garantias e finalizar documentações.
O leilão já havia sido adiado anteriormente. A data inicial era 10 de outubro, mas o governo Tarcísio havia adiado para novembro também a pedido das empresas, que na ocasião haviam solicitado "mais tempo para aprofundar estudos técnicos e estruturar propostas".
A intenção do governo estadual é transferir a sede de diversas secretarias e órgãos públicos para o bairro de Campos Elíseos, no centro de São Paulo, região que passou por processo de degradação recente, com o espalhamento dos usuários de drogas da Cracolândia e a recorrência de roubos e furtos. Além disso, a pandemia motivou o fechamento de lojas e restaurantes e a alta na população de moradores de rua, incluindo famílias inteiras.
De acordo com o governo, cerca de 22 mil servidores passarão a trabalhar "em um complexo moderno, sustentável e integrado ao centro da capital, com investimento estimado em R$ 6 bilhões". A iniciativa será viabilizada por meio de uma parceria público-privada (PPP) com duração de 30 anos.
Além de buscar ampliar a eficiência na gestão pública, o empreendimento pretende oferecer equipamentos culturais e de convivência, como teatro, auditórios e salas multiuso. O projeto prevê a requalificação da região dos Campos Elíseos, incluindo o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel.
O Palácio dos Bandeirantes, localizado no Morumbi, zona sul de São Paulo, vai permanecer como a residência oficial do governador paulista.