Golpe do INSS no RS: como quadrilha fraudava empréstimos em nome de aposentados
Investigação revela que criminosos capturavam dados e abriam contas virtuais; polícia orienta segurados a monitorarem extratos pelo aplicativo oficial.
A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha em Passo Fundo (RS) que fraudava empréstimos consignados de aposentados do INSS. Com dados vazados e apoio de correspondentes bancários, o grupo falsificava documentos e abria contas digitais para desviar o crédito a laranjas. Mandados apreenderam cartões e arquivos ilícitos, e os envolvidos responderão por estelionato, falsificação e associação criminosa. Autoridades orientam o bloqueio de consignados e o monitoramento pelo aplicativo Meu INSS.
Aposentados e pensionistas do INSS em Passo Fundo foram alvos de um esquema sofisticado de estelionato e falsificação documental que resultou em empréstimos consignados contratados sem qualquer consentimento. O caso veio à tona após dezenas de vítimas perceberem reduções inexplicáveis em seus pagamentos mensais e acionarem a Polícia Civil para relatar o problema.
A fraude era estruturada na obtenção ilegal de dados pessoais e números de benefícios previdenciários. Com essas informações, a associação criminosa falsificava documentos e abria contas virtuais para captar crédito digital em instituições financeiras, desviando os montantes liberados para contas sob o controle de integrantes do esquema ou de "laranjas".
A resposta policial incluiu o cumprimento de mandados de busca no município, que resultaram na apreensão de material informático, documentos falsos e cartões bancários utilizados nas operações. A apuração apontou o envolvimento de correspondentes bancários que facilitavam a aprovação das propostas ao burlar protocolos de segurança e checagem de identidade.
Diante do avanço desse tipo de crime, a Polícia Civil orienta os beneficiários a acompanharem de perto o extrato mensal de pagamento utilizando o aplicativo Meu INSS. É fundamental manter ativado o bloqueio para a contratação de empréstimos consignados caso o segurado não tenha interesse em crédito. Os suspeitos responderão na Justiça por estelionato qualificado, falsificação de documentos públicos e associação criminosa.
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