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'Gangue do quebra-vidro': 2 homens são indiciados por ataque a ex-diretor do São Paulo; 1 foi preso

Um dos suspeitos foi liberado, enquanto o outro foi preso em flagrante após ser encontrado com um celular furtado; identidades não foram divulgadas

18 set 2026 - 11h10
(atualizado às 11h28)
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Resumo
A Polícia Civil indiciou dois homens pelo ataque ao médico Marco Aurélio Cunha, ex-dirigente do São Paulo, vítima da "gangue do quebra-vidro" em agosto; um deles foi preso em flagrante com aparelho furtado, mas o celular da vítima não foi recuperado. Na ação, Cunha fraturou cinco costelas ao perseguir o criminoso. Diante da evolução desse crime, agora praticado também com motos, a Secretaria da Segurança Pública anunciou reforço no patrulhamento com policiais militares em motocicletas.

A Polícia Civil indiciou na quinta-feira, 17, dois suspeitos de envolvimento no ataque ao médico e ex-dirigente do São Paulo Futebol Clube, Marco Aurélio Cunha, vítima da "gangue do quebra-vidro". Ele teve o celular roubado enquanto estava em um taxi na Avenida Doutor Arnaldo, na zona oeste de São Paulo, em 12 de agosto.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou que dois homens foram localizados, conduzidos à delegacia e indiciados. Um dos suspeitos foi liberado. O outro estava com dois celulares, sendo que um deles era furtado, e foi preso em flagrante.

A identidade dos investigados não foi divulgada e, por isso, não foi possível localizar suas defesas. O espaço segue aberto.

Marco Aurélio Cunha foi vítima da “gangue do quebra-vidro”.
Marco Aurélio Cunha foi vítima da “gangue do quebra-vidro”.
Foto: Reprodução/Redes sociais / Estadão

O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptação de Cargas, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). O celular de Cunha não foi localizado. As investigações prosseguem para identificar o receptador e recuperar o aparelho.

Em agosto, Cunha relatou o caso em um vídeo. Ele afirmou que estava no taxi quando o criminoso "deu um impacto violento no vidro" e levou seu celular.

"Eu voltava da Avenida Paulista para a minha casa em um táxi e, passando pela Doutor Arnaldo, na altura do metrô, um sujeito deu um impacto violento no vidro e arrancou o celular da minha mão", disse.

O médico afirmou que tentou correr atrás dos criminosos, mas caiu e quebrou cinco costelas.

"Na hora que ele puxou meu celular, saí correndo atrás. É errado, mas na hora você não pensa muito", disse. "Ele entrou na escada do metrô e caiu. Eu também caí na escada, bati o tórax e fiz um ferimento na cabeça. Foram cinco costelas fraturadas e um pneumotórax pequeno, que eu espero que reabsorva sem intervenção cirúrgica."

Nesta semana, o Estadão mostrou uma evolução no modus operandi dos assaltos da "gangues do quebra-vidro": se antes esse tipo de crime era praticado basicamente por criminosos a pé ou de bicicleta, agora os assaltantes agem em duplas e têm usado motocicletas para surpreender ainda mais vítimas e facilitar a fuga.

O secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, disse que, a partir desta semana, haverá reforço no patrulhamento para combater essa modalidade de crime, com a inclusão de dezenas de motocicletas da Polícia Militar nas ruas. Segundo Nico, os agentes vão atuar em dupla - enquanto um policial pilota a moto, o outro vai na garupa. O objetivo é ganhar agilidade nas abordagens.

Estadão
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