Fraude milionária: Como a Polícia Civil rastreou e prendeu rede que se passava por médicos
Operação Medici Umbra II desarticula quadrilha que falsificava documentos e usava identidades de médicos para movimentar grandes quantias.
A Operação Medici Umbra II, deflagrada nesta terça-feira (12) pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, revelou detalhes de um esquema de crimes cibernéticos envolvendo médicos gaúchos. O grupo utilizava métodos sofisticados de invasão digital, falsificação de documentos e movimentação de valores para ocultar a origem ilícita do dinheiro.
As ações policiais ocorreram simultaneamente em São Paulo, Pará e Espírito Santo, com o cumprimento de três mandados de prisão e três de busca e apreensão. Entre o material apreendido estão aparelhos celulares, cartões e valores em espécie. A investigação apontou que as vítimas tiveram contas invadidas e documentos utilizados para criar contas falsas e efetuar transações superiores a R$ 700 mil.
O caso teve início em janeiro, após um médico denunciar a invasão de seus dados. No decorrer das apurações, outras quatro vítimas foram identificadas, somando perdas de cerca de R$ 80 mil. A operação revelou o uso de bots automatizados para coleta de dados pessoais e a participação de criminosos com antecedentes por estelionato, roubo de carga e receptação.
Na primeira fase, em junho, cinco suspeitos — todos familiares — foram presos. A segunda etapa localizou novos envolvidos, incluindo um responsável por recrutar pessoas semelhantes às vítimas para passar nas verificações de biometria facial, viabilizando a abertura de contas e dificultando a detecção das fraudes.
Com a informação PC.