Foragido por estupro coletivo contra adolescente é preso após se entregar à Polícia
Mattheus Verissimo Zoel Martins foi capturado no 12ª DP (Copacabana) ao comparecer acompanhado de um advogado
Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, um dos quatro procurados por envolvimento no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, foi preso após se entregar à polícia, na manhã desta terça-feira, 3. A informação foi confirmada ao Terra pela Polícia Civil do Rio.
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Segundo as autoridades, ele se apresentou na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) com um advogado.
Ainda seguem foragidos:
- Bruno Felipe Allegretti, 18;
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, filho do subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, José Carlos Costa Simonin;
- e João Gabriel Xavier Bertho, 19.
Até o momento, a reportagem não localizou a defesa de nenhum dos quatro. Além deles, um jovem menor de idade também foi indiciado por ato infracional análogo ao crime de estupro. Ele é quem teria atraído a vítima para uma emboscada, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro.
Segundo a vítima, eles eram colegas de escola e teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. No dia do crime, em 31 de janeiro, a vítima mantinha relação sexual com ele, quando foi surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto.
Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.
Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida. “Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo.
Ao Terra, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmou que a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro ofereceu a denúncia contra os cinco à Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA). Questionado se o caso foi aceito pelo Judiciário, o Tribunal de Justiça do Rio afirmou que como o caso está em segredo de justiça, por envolver uma vítima menor de idade, e portanto, não há acesso à esse tipo de informação.