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Flordelis nega desavença entre filhos e marido

'Quero que ele diga para mim se fez ou não fez', disse deputada federal sobre filho investigado pelo homicídio do pastor Anderson do Carmo

25 jun 2019
19h53
atualizado às 20h35
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A líder evangélica e deputada federal Flordelis (PSD-RJ), afirmou nesta terça-feira, 25, que não havia nenhuma desavença entre ela e o marido, o pastor Anderson do Carmo, e nem entre o marido e os filhos. O pastor foi assassinado na madrugada do último dia 16, dentro de casa, em Niterói (região metropolitana do Rio).

Dois dos 55 filhos de Flordelis - um biológico, Flávio, de 38 anos, de um casamento anterior, e Lucas, de 18 anos, adotado por ela e o pastor - estão presos, investigados pelo homicídio. Segundo a polícia, Flávio confessou ter cometido o crime. Os advogados dele contestam essa confissão, alegando que ele teria sido ouvido sem a presença de defensores.

Flordelis, que logo após o crime disse acreditar em latrocínio (roubo seguido de morte) e negou veementemente a participação dos filhos, nesta terça-feira não descartou que o assassinato de Carmo tenha sido cometido por algum dos filhos: "Hoje estou com a polícia, quero esclarecer o que houve, o que quer que seja". Perguntada se desconfia de Flávio, ela disse que não acredita que ele tenha cometido o crime, mas gostaria de encontrá-lo: "Eu ainda não o vi, quero que ele diga para mim se fez ou não fez", afirmou.

Foto: Reprodução

"Eu não sei se ele fez, mas não acredito (que tenha cometido o crime). Meu filho estava lá, meu filho foi quem socorreu, foi quem buscou uma viatura (da polícia), foi quem permaneceu no local, mesmo tendo o mandado de prisão por violência doméstica. Existem muitos elementos para acreditar que não foi ele. Eu nunca ensinei isso a ele". Perguntada se faria tudo pelos filhos, ela disse que "só não passaria a mão na cabeça deles por erros que eles tenham cometido".

A deputada disse ter conhecimento do envolvimento do filho Lucas com o tráfico de drogas, e que sempre tentou ajudá-lo. "Ver um filho vivendo isso é muito sofrido". Mas ela negou que esse envolvimento com as drogas tenha causado desavenças com o pai a ponto de Lucas ter envolvimento na morte dele.

Quando perguntada sobre a arma encontrada no quarto do Flávio, ela disse acreditar que não foi 'plantada' por alguém para incriminar seu filho, mas contou que há um fato ligado à existência dessa arma que já é conhecido pela polícia, mas não pode ser divulgado ainda, e que explicaria a existência dessa arma.

Flordelis disse que não sabe onde está o celular dela nem o do marido: "O celular do meu marido é muito mais importante para mim do que para a polícia, porque ali estão meus últimos momentos com meu marido, jogo de futebol em Brasília, passeios. E ali é que ficava minha agenda como cantora, também. Então, peço que quem estiver com esse aparelho que me devolva", clamou.

A deputada negou que a fogueira feita nos fundos da casa tenha sido usada para destruir provas do crime. "Tem muito mato ao redor, então quando o terreno é capinado sempre acaba sendo incendiado", contou.

Ao encerrar mais de uma hora e meia de entrevista, ela pediu "que não rotulem meus filhos, deixem meus filhos viverem": "Estou ferida, parte de mim morreu, mas estou de pé, e tudo o que seria realizado pelo meu marido nesta ano será feito".

 

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Estadão
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