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Empresário morto em tentativa de assalto na zona oeste de SP será enterrado nesta segunda-feira

Cerimônia ocorre no Cemitério Jardim Horto Florestal, no Parque Ramos Freitas, zona norte da capital; caso é investigado por meio de Inquérito Policial Militar instaurado pela Corregedoria da instituição, que adotará todas as medidas cabíveis, segundo a SSP

30 mar 2026 - 09h07
(atualizado às 10h20)
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O empresário Celso Bortolato de Castro, que morreu no sábado, 28, após um policial militar intervir em uma tentativa de assalto no Butantã, zona oeste de São Paulo, será enterrado nesta segunda-feira, 30.

A cerimônia será realizada no Cemitério Jardim Horto Florestal, localizado no Parque Ramos Freitas, zona norte da capital paulista.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado, o caso mencionado é investigado por meio de Inquérito Policial Militar instaurado pela Corregedoria da instituição, que adotará todas as medidas cabíveis.

"Todas as ocorrências de mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente investigadas pelas polícias Civil e Militar com acompanhamento das respectivas corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário", disse.

Empresário morreu no sábado, 28, após um policial militar tentar intervir em um assalto no Butantã, zona Oeste de São Paulo.
Empresário morreu no sábado, 28, após um policial militar tentar intervir em um assalto no Butantã, zona Oeste de São Paulo.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Durante a ocorrência, o PM também atirou e matou um dos suspeitos do crime. Outro suspeito conseguiu fugir.

Segundo a Polícia Militar, um agente que estava de folga passava de carro pela Rua Sapetuba por volta das 15h e presenciou o momento em que dois homens em uma moto anunciaram um assalto a um casal em outra moto.

A vítima e um dos suspeitos foram baleados pelo policial militar. Segundo o agente, houve uma troca de tiros entre ele e os suspeitos. A vítima e o suspeito foram socorridos em estado grave, mas não resistiram. Os dois homens tinham 58 e 38 anos.

"Um policial militar de folga, de 27 anos, viu o crime e interveio. Um dos assaltantes conseguiu fugir. O segundo suspeito, que estava armado, e uma das vítimas foram atingidos e não resistiram", disse, por meio de nota, a SSP.

Mulher da vítima contesta versão policial

A mulher da vítima não foi ferida e, no local, contestou a versão do tiroteio. Ela disse que o PM de folga atirou em seu marido e no suspeito diretamente.

"Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram, mostraram a arma e eu saí correndo. Nesse momento, eu ouvi uma pessoa vindo de trás atirando. Olhei para ele e falei: 'O que você fez? É o meu marido. Ele não é o assaltante!' Mas ele já tinha dado dois tiros no meu marido que estava de costas", afirmou a mulher que não quis se identificar por questões de segurança.

Além disso, segundo a SSP, todo o conjunto probatório apurado no curso das investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais, são compartilhados com os órgãos de controle. "A Polícia Militar é uma instituição legalista e atua com absoluto rigor e celeridade sempre que há provas de ilegalidades por parte de seus integrantes", afirmou a pasta.

Conforme a pasta, as armas do PM e do criminoso foram apreendidas. "O policial foi liberado mediante pagamento de fiança. A autoridade policial solicitou exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).

O caso foi registrado como resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo e também é apurado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Estadão
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