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Quem é o empresário morto em tentativa de assalto na zona oeste de SP

Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, era empresário no setor de seguros e morava no Bom Retiro; conforme a SSP, o caso mencionado é investigado por meio de Inquérito Policial Militar instaurado pela Corregedoria da instituição, que adotará todas as medidas cabíveis

30 mar 2026 - 10h34
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O empresário Celso Bortolato de Castro, de 58 anos, morreu na tarde do último sábado, 28, após um policial militar intervir em uma tentativa de assalto no Butantã, zona oeste de São Paulo.

A mulher de Castro, que não quis se identificar por questões de segurança, disse à TV Globo que o marido era empresário no setor de seguros e morava no Bom Retiro, na região central da capital paulista.

Ela afirmou que Castro gostava de passear de moto nos fins de semana. No dia do crime, eles voltavam de um passeio em São Roque, no interior de São Paulo.

O empresário Celso Bortolato de Castro morreu após um policial militar intervir em uma tentativa de assalto.
O empresário Celso Bortolato de Castro morreu após um policial militar intervir em uma tentativa de assalto.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Castro será velado nesta segunda-feira, 30, no Cemitério Jardim Horto Florestal, localizado no Parque Ramos Freitas, zona norte da capital paulista.

A tentativa de assalto ocorreu no sábado, por volta das 15h. O casal passava de moto pela Rua Sapetuba quando foi abordado por dois criminosos armados, também em uma motocicleta.

A Polícia Militar afirmou que um agente de folga passava de carro pelo local e testemunhou o momento em que os suspeitos anunciaram o assalto. Castro e um dos criminosos foram baleados pelo policial militar. Eles chegaram a ser socorridos em estado grave, mas não resistiram aos ferimentos e morreram. O segundo suspeito conseguiu fugir.

O agente disse que houve troca de tiros entre ele e os assaltantes. A mulher de Castro, no entanto, afirmou que o policial militar atirou diretamente em seu marido e no suspeito.

"Não teve confronto de tiro. Os dois assaltantes vieram, apresentaram a arma, e eu saí correndo. Nesse momento, ouvi uma pessoa vindo de trás atirando. Olhei para ele e falei: 'O que você fez? É o meu marido. Ele não é o assaltante!' Mas ele já tinha dado dois tiros no meu marido, um na nuca e outro nas costas, porque meu marido estava de costas", disse a mulher.

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) informou, em nota, que o caso foi registrado como resistência, morte decorrente de intervenção policial, homicídio culposo e tentativa de roubo e é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Foram solicitados exames periciais ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML).

A ocorrência também é investigada por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar, que adotará todas as medidas cabíveis.

"Todas as ocorrências de mortes decorrentes de intervenção policial são rigorosamente investigadas pelas polícias Civil e Militar com acompanhamento das respectivas corregedorias, Ministério Público e Poder Judiciário", afirmou a pasta.

"Além disso, todo o conjunto probatório apurado no curso das investigações, incluindo as imagens das câmeras corporais, são compartilhados com os órgãos de controle. A Polícia Militar é uma instituição legalista e atua com absoluto rigor e celeridade sempre que há provas de ilegalidades por parte de seus integrantes", acrescentou.

Segundo a SSP, as armas do policial militar e do suspeito foram apreendidas. O agente chegou a ser detido, mas foi liberado mediante pagamento de fiança.

Estadão
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