0

SP diz que vacinação de idosos de 75 e 76 anos começa em 15 de março e prevê mais 140 leitos de UTI

Governo de São Paulo também divulgou ampliação de 280 novos leitos até 31 de março em espaços temporários em AMEs e unidades hospitalares

8 mar 2021
12h48
atualizado às 15h54
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

A vacinação de idosos de 75 e 76 anos contra a covid-19 no Estado de São Paulo começará na próxima segunda-feira, 15 de março, de acordo com anúncio feito pelo governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 8. Para evitar longas filas de espera como as registradas em outros momentos da campanha, especialmente nas unidades drive-thru, o governo pediu para que a população evite ir aos postos de imunização na manhã do primeiro dia.

"A vacinação seguirá normalmente das 8 horas às 17 horas", destacou Doria. Cerca de 420 mil pessoas são esperadas para receber o imunizante nessa nova etapa. Com a ampliação da faixa etária, São Paulo espera totalizar 3,5 milhões de imunizados com ao menos uma dose da vacina, o que inclui profissionais de saúde, quilombolas, indígenas e outros grupos prioritários.

Na coletiva, o governo também anunciou 280 novos leitos, metade de UTI e a outra de enfermaria. Eles serão entregues até 31 de março em 11 espaços temporários dentro de AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) e unidades hospitalares, chamados por Doria de "hospitais de campanha".

Os novos leitos serão nas seguintes cidades: Santo André, Andradina, Santos, Barretos, Botucatu, Campinas, Ourinhos, Tupã, Itapetininga, Fernandópolis e São Paulo (no Hospital São José, na zona norte). Além disso, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, destacou que outro anúncio de ampliação de leitos "bastante robusto" será feito ainda nesta semana.

Além disso, Doria divulgou o envio de 1,7 mil novas doses da Coronavac pelo Instituto Butantan ao governo federal. Ao todo, 16,1 milhões de vacinas foram entregues pela instituição paulista.

Segundo ele, o total de 100 milhões de doses acordadas com o Ministério da Saúde serão entregues até 30 de agosto, um mês antes do previsto. Em paralelo, o Estado vai adquirir outras 30 milhões de vacinas do Butantan e, também, negocia compras com laboratórios privados, incluindo a participação em um consórcio de governadores relacionado à russa Sputnik V (pelo qual propõe receber 20 milhões).

São Paulo enfrenta um aumento em casos, óbitos e internações relacionados ao novo coronavírus, o que tem gerado receio de um possível colapso do sistema de saúde, como ocorreu recentemente no Rio Grande do Sul, no Mato Grosso e em outros Estados. A média móvel de óbitos diários no Brasil bateu o recorde histórico pela nona vez seguida no domingo, 7, com 1.497 mortes.

Na semana passada, São Paulo registrou o maior número de novas hospitalizações pela doença de toda a pandemia, com uma média de três internados a cada dois minutos. Ao todo, 8.247 pacientes estão em leitos de terapia intensiva e outros 10.622 de enfermaria. A ocupação de UTI por pacientes da doença é de 80%.

Ao todo, são 2.117.962 casos e 61.584 óbitos confirmados no Estado. Os municípios que mais registraram mortes são São Paulo (19.052), Guarulhos (2.136), Campinas (1.943), São Bernardo do Campo (1.601), Santo André (1.325), Ribeirão Preto (1.277), Osasco (1.169), São José do Rio Preto (1.166) e Santos (1.121).

A situação motivou a decisão de colocar todos municípios paulistas na fase vermelha, de maior restrições do Plano São Paulo, mas integrantes do Centro de Contingência falam que os impactos dessa medida podem levar de uma a duas semanas para serem sentidos. Além disso, parte das prefeituras não seguiu as determinações estaduais.

Na semana passada, o governador já havia anunciado a abertura de 500 novos leitos, dos quais 339 de UTI e 161 de enfermaria, em hospitais públicos, municipais, filantrópicos e Santas Casas, sem divulgar detalhes. Segundo Gorinchteyn, o Estado tinha 3,5 mil leitos de UTI públicos antes da pandemia, número ampliado ao longo dos meses e que chegará a 7.839 vagas até 31 de março.

Serviço 190 de SP recebe 517 mil denúncias de violação ao 'toque de restrição' em 10 dias

Em 10 dias de "toque de restrição", 517.188 mil denúncias de descumprimento foram abertas no serviço 190 no Estado de São Paulo. Do total, cerca de metade das ocorrências foi atendida pelas polícias, resultando em 330 detenções e 28.570 dispersões, "do grupo pequeno que estava na rua até os pancadões", destacou o secretário estadual da Segurança Pública, general João Camilo Pires de Campos, durante coletiva de imprensa na tarde desta segunda-feira, 8.

Já a Vigilância Sanitária Estadual divulgou ter emitido 3.988 multas por violação às regras da pandemia desde o ano passado, entre R$ 550 a R$ 290 mil, valores que podem ser superiores no caso de uma mesma pessoa ou estabelecimento cometer diferentes infrações. Na prática, contudo, parte significativa desses recursos ainda não chegou aos cofres públicos (Fundo do Alimento Solidário), segundo destacou Cristina Megid, diretora do Centro de Vigilância Sanitária do Estado.

"Esses estabelecimentos têm direito a recurso, em primeira instância, segunda instância e terceira instância. Portanto, o processo fica um pouco longo e demorado", comenta. "Alguns têm escritórios superimportantes entrando nessa briga, mas a gente tem aplicado", comentou. Além disso, as multas também podem ser aplicadas pelas vigilâncias sanitárias municipais e pelo Procon.

Veja também:

Carro bate contra poste no Bairro Alto Alegre
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade