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CPTM pagará R$ 24 milhões a concessionária que teve falha na 1ª semana de operação de trens; entenda

Companhia Paulista de Trens Metropolitanos diz que os valores correspondem exclusivamente ao ressarcimento dos serviços previamente contratados pela Trivia Trens; concessionária ainda não se manifestou

15 set 2026 - 12h34
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Resumo
A CPTM pagará R$ 24,3 milhões à concessionária Trivia Trens para reembolsar custos de serviços terceirizados, como limpeza e manutenção, utilizados enquanto a estatal retomou a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. A companhia reassumiu o controle por 90 dias após a concessionária registrar falhas e incêndio em composições nos seus primeiros dias de atuação, episódios que motivaram intervenção da Artesp e abertura de inquérito pelo Ministério Público de São Paulo.

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) vai pagar R$ 24,3 milhões à Trivia Trens para ressarcimento de despesas da concessionária durante os 90 dias em que a companhia assumiu o controle da operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. O valor consta de um termo de aditamento ao contrato firmado entre as empresas e publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo na última sexta-feira, 11.

A CPTM esclarece em nota que os valores citados correspondem exclusivamente ao ressarcimento dos serviços previamente contratados pela Trivia, como manutenção de elevadores e escadas rolantes, limpeza e outros custos operacionais das estações, que estão sendo utilizados pela CPTM desde a retomada da operação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, em 24 de julho, conforme diretrizes da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).

"Os valores, portanto, não correspondem à remuneração da Trivia pela operação das linhas durante o período em que o serviço está sob responsabilidade da CPTM", reforça a companhia. O aditivo publicado no Diário Oficial apenas prorroga a vigência do convênio.

A concessionária tinha assumido a operação integral das linhas havia apenas três dias, mas tinha assinado contratos com empresas prestadoras de serviços relacionados à operação.

Quando a CPTM assumiu, os serviços continuaram sendo prestados, em cumprimento aos contratos com a Trivia Trens. O aditamento prevê o reembolso desses gastos à concessionária.

Procurada pela reportagem, a Trivia Trens ainda não retornou.

Em julho, trem da linha 12-Safira que pegou fogo. Passageiros tiveram de abandonar o vagão após acionar a alavanca manual porque o botão de emergência não funcionou.
Em julho, trem da linha 12-Safira que pegou fogo. Passageiros tiveram de abandonar o vagão após acionar a alavanca manual porque o botão de emergência não funcionou.
Foto: Reprodução/TV Globo / Estadão

Outros pagamentos

Além de prever o ressarcimento, o aditamento prorroga prazos de vigência de planos de trabalho vinculados à manutenção das linhas. Também inclui novos serviços, como a limpeza de prédios, gestão de resíduos sólidos e manutenção de equipamentos - o termo prevê que a CPTM reembolse essas despesas. Foi estabelecido um cronograma de pagamentos que vem sendo cumprido desde 24 de julho.

O total de R$ 24.380.923,26 está previsto para custear os serviços até 21 de outubro, quando se encerra o período de 90 dias de operação da CPTM previstos pela Artesp. Desse valor, R$ 599,4 mil são destinados ao pagamento das contas de luz, água e esgoto.

Outros R$ 434 mil cobrem o pagamento pelos serviços de coleta de lixo, enquanto R$ 315,6 mil irão para a manutenção preventiva e corretiva de elevadores. Estão previstos ainda R$ 17,5 mil para locação de purificadores de água e R$ 2,6 mil para manutenção de escadas rolantes.

Sequência de falhas

A concessionária Trivia Trens assumiu a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade no dia 21 de julho, após um período de operação assistida (transição) com a CPTM. Nos três primeiros dias de operação da Trivia foram registrados problemas, entre eles uma falha no fornecimento de energia entre as estações Brás e Tatuapé que levaram à interrupção temporária na circulação dos trens.

Houve ainda um foco de incêndio em uma das composições na altura da Estação Bresser-Mooca que levou passageiros a caminharem pelos trilhos. Os problemas levaram a Artesp a intervir, determinando que a CPTM reassumisse as linhas.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) abriu inquérito para apurar as falhas. Segundo o MP, a apuração está em andamento.

Estadão
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