Chuva dá trégua na cidade de SP, mas frio persiste; veja até quando
Capital amanheceu com temperaturas baixas e poucos chuviscos nesta terça-feira, 15; ar frio deve manter máximas abaixo dos 20°C durante a semana
Após fortes temporais que bateram o recorde histórico de chuva para setembro em São Paulo, impulsionados pelo El Niño, as precipitações perdem força gradualmente. Contudo, o ar polar mantém o frio e a garoa na capital paulista até quinta-feira, com máximas abaixo de 19°C. A melhora do tempo e a elevação da temperatura, alcançando 24°C, são esperadas para sexta-feira. Devido ao solo encharcado, o CGE mantém o alerta para riscos de deslizamentos e alagamentos na Grande São Paulo.
São Paulo amanheceu nesta terça-feira, 15, com temperaturas baixas e poucos chuviscos após uma sequência de dias de chuva forte na capital. A mudança, porém, ainda não significa o fim do tempo frio e úmido: a previsão é de que as temperaturas permaneçam baixas ao longo da semana, enquanto a chuva perde força gradualmente.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, durante a madrugada, a temperatura chegou a 10,7°C no extremo sul da cidade e a 13,9°C na região central. No decorrer desta terça-feira, a máxima deve ficar em torno de 19°C, com possibilidade de novos períodos de chuva fraca a moderada entre a tarde e a noite.
O cenário pouco muda na quarta-feira, 16, que ainda deve ser marcada por céu encoberto, garoa e chuviscos, principalmente durante a madrugada e no período da noite. Os termômetros devem variar entre 13°C e 18°C. Na quinta-feira, 17, a nebulosidade começa a perder força, mas os chuviscos ainda devem persistir, e a máxima não deve passar de 19°C, de acordo com o CGE.
A melhora mais significativa deve ocorrer apenas a partir de sexta-feira, 18. Segundo a Climatempo, a influência do ar frio de origem polar mantém as temperaturas contidas na capital nos próximos dias, mas, na sexta, o tempo deve ficar mais firme e os termômetros começam a subir, com máxima prevista de 24°C.
A previsão de uma trégua nas chuvas ocorre depois de um início de setembro marcado por volumes recordes na capital. Até as 9h de segunda-feira, 14, o Mirante de Santana, na zona norte, havia acumulado 253,8 milímetros, segundo dados da série histórica iniciada em 1943.
O acumulado já supera o recorde anterior para setembro, registrado em 1983, quando foram contabilizados 243,1 milímetros. O volume também é mais de três vezes superior à média climatológica para todo o mês, de 83,3 milímetros. Como ainda faltam duas semanas para o fim de setembro e há previsão de novos episódios de chuva, o acumulado pode aumentar ainda mais.
Esse cenário de precipitações acima da média também é influenciado por fatores climáticos de maior escala. De acordo com a Defesa Civil, o El Niño contribui para a ocorrência de chuvas mais intensas no Estado. O fenômeno altera os padrões de circulação atmosférica e pode favorecer o aumento da umidade e das precipitações nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Mesmo com a tendência de redução gradual das chuvas, os impactos do excesso de precipitação ainda exigem atenção. Os temporais dos últimos dias provocaram alagamentos, enchentes e deslizamentos em diferentes regiões do Estado, além de mortes. Na capital, o solo permanece encharcado, e o CGE mantém o alerta para o risco de alagamentos, queda de árvores e deslizamentos na Grande São Paulo.
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