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Contaminação da Backer afetou 55 lotes de 12 rótulos

Análise de laboratório confirmou contaminação por etilenoglicol ou dietilenoglicol em 14 novos lotes

18 fev 2020 - 18h34
(atualizado às 22h47)
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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou nesta terça-feira, 18, que análises confirmaram contaminação em mais 14 lotes de cervejas produzidas pela Backer. Com isso, chegou a 55 o número de lotes onde foi detectada a presença de etilenoglicol e/ou dietilenoglicol, "produtos tóxicos que não devem estar na composição da cerveja", segundo apontou o ministério.

Peritos da Polícia Civil compareceram na sede da cervejaria Backer, no Bairro Olhos D'Água, em Belo Horizonte.
Peritos da Polícia Civil compareceram na sede da cervejaria Backer, no Bairro Olhos D'Água, em Belo Horizonte.
Foto: Uarlen Valério / O Tempo / Estadão Conteúdo

Os lotes contaminados foram produzidos entre julho de 2019 e janeiro de 2020, segundo a pasta. As análises foram feitas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Minas. As amostras contaminadas são de 12 diferentes rótulos da Backer: Belorizontina, Backer Pilsen, Backer Trigo, Brown, Backer D2, Capixaba, Capitão Senra, Corleone, Fargo 46, Layback D2, Pele Vermelha e Três Lobos Pilsen.

"Cabe ressaltar que ambos contaminantes são tóxicos e não podem estar presentes na composição da cerveja. A empresa permanece fechada cautelarmente até que comprove que promoveu as alterações necessárias em seu processo produtivo e equipamentos, para garantir a segurança dos produtos elaborados", informou o ministério.

A pasta ressaltou que a contaminação em cervejas da Backer é "um evento isolado e que não coloca em risco a segurança das demais cervejas nacionais, sejam elas produzidas por estabelecimentos de grande ou pequeno porte". "Durante a apuração deste caso, foram coletadas mais de uma centena de amostras de cervejas de diversas marcas disponíveis no mercado e até o momento foram obtidos resultados em 74 destas amostras. Todos deram resultado negativo para a presença dos contaminantes dietilenoglicol e monoetilenoglicol."

A Backer disse nesta terça que ainda não foi comunicada pelo órgão competente. "A empresa já retirou do mercado todas as suas marcas e, portanto, não há nenhum risco de contaminação exposto aos consumidores."

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