Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Conflitos entre facções e disputa por tráfico marcam as 10 cidades mais violentas do Brasil; veja lista

Todas as dez cidades mais violentas do País, segundo Anuário da Segurança Pública, estão concentradas na região Nordeste

25 jul 2025 - 04h59
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
O Anuário da Segurança Pública 2025 revelou que as 10 cidades mais violentas do Brasil estão no Nordeste, sendo Maranguape (CE) a mais violenta, destacando conflitos entre facções como principal causa.
Foto mostra prisão de integrantes de facções em operação na Bahia; Estado tem mais de um município no ranking dos mais violentos do Brasil
Foto mostra prisão de integrantes de facções em operação na Bahia; Estado tem mais de um município no ranking dos mais violentos do Brasil
Foto: Divulgação/Secretaria da Segurança Pública da Bahia

O Anuário da Segurança Pública 2025 mostra que as cidades com as maiores taxas de homicídio por 100 mil habitantes no Brasil são marcadas por conflitos entre facções e grupos criminosos. Todas as 10 cidades mais violentas estão concentradas na região Nordeste, especificamente em três Estados: Bahia, Ceará e Pernambuco.

Veja abaixo os 10 municípios com maiores taxas de mortes violentas intencionais:

  Cidades Taxa de mortes População Nº de homicídios
Maranguape (CE)

79,9

108 mil

87
Jequié (BA)

77,6

168 mil

131
Juazeiro (BA)

76,2

237 mil

194
Camaçari (BA)

74,8

300 mil

239

Cabo de Santo Agostinho (PE)

73,3

203 mil

159

São Lourenço da Mata (PE)

73,0

111 mil

86

Simões Filho (BA)

71,4

114 mil

86

Caucaia (CE)

68,7

355 mil

258

Maracanaú (CE)

68,5

234 mil

171
10º

Feira de Santana (BA)

65,2

616 mil

429

A cidade mais violenta do Brasil em 2024 foi Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza. Com pouco mais de 108 mil habitantes, o município saltou da 8ª para a 1ª posição após registrar 87 mortes violentas intencionais --um aumento de 11,5% em relação a 2023. A taxa de 79,9 homicídios por 100 mil habitantes reflete uma disputa territorial sangrenta entre o Comando Vermelho (CV) e os Guardiões do Estado (GDE), de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Jequié, na Bahia, aparece em segundo lugar, com taxa de 77,6 mortes por 100 mil habitantes. A cidade teve redução de 2,2% nos homicídios entre 2023 e 2024 (de 134 para 131 casos). Desse total, 44 mortes foram decorrentes de ações policiais, o que representa cerca de um terço dos registros.

A terceira posição é de outro município baiano: Juazeiro, com taxa de 76,2 mortes, aumento de 9,6% nos casos --foram 194 mortes violentas em 2024. A cidade tem registrado atuação de grupos criminosos como o Bonde dos Malucos e sua dissidência conhecida como "Honda".

Em quarto lugar está Camaçari, também na Bahia, que registrou 74,8 mortes por 100 mil habitantes. A cidade da região metropolitana de Salvador apresentou redução de 12,1% nos casos (272 para 239).

O ranking traz em quinto lugar Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, com taxa de 73,3 e crescimento de 16,1% (159 casos). O município da região metropolitana do Recife tem histórico de atuação de facções atuantes no narcotráfico e é disputado há anos pela Comando Litoral, antigamente chamada de Trem Bala.

Com disputas pelo controle do tráfico de drogas, São Lourenço da Mata (PE) ocupa a sexta posição, com aumento de 24,6% nas mortes violentas (86 casos). Simões Filho (BA) aparece em sétimo, com registros de conflitos entre o Bonde dos Malucos e o Comando Vermelho.

Caucaia (CE) está em oitavo lugar, com crescimento de 8,9% nos casos e relatos de atuação de pelo menos três grupos criminosos: Guardiões do Estado, Comando Vermelho e os Neutros.

Em nono lugar aparece Maracanaú (CE), com registros de disputas entre Comando Vermelho e Guardiões do Estado. Feira de Santana (BA) completa a lista em décimo, com taxa de 65,2 e redução de 6,5% nos casos. Em junho de 2024, uma operação policial em São Paulo prendeu uma liderança do narcotráfico vinculada à facção Bonde dos Malucos, uma evidência dos vínculos entre a organização criminosa local e o PCC, conforme aponta o Anuário. 

Fonte: Redação Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade