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Como funcionava golpe do falso BO para tirar dinheiro de seguros

Ao todo, a Delegacia de Guarujá cumpre 34 mandados de busca e apreensão em seis Estados; investigados aliciavam pessoas em situação de vulnerabilidade financeira para registrar os boletins falsos

20 jul 2026 - 15h46
(atualizado às 15h50)
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A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira, 20, a Operação Miragem contra uma organização criminosa especializada em aplicar golpes em seguradoras.

A ação é realizada pela Delegacia de Guarujá, que cumpre 34 mandados de busca e apreensão em seis Estados. Em São Paulo, as ordens judiciais são cumpridas na capital e nas cidades de Diadema, Itapecerica da Serra, Paulínia, Praia Grande, São Roque e Taboão da Serra. Com apoio das Polícias Civis locais, também são realizadas diligências no Pará, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná.

Uma sequência incomum de registros de boletins de ocorrência deu origem às investigações. Segundo a Polícia Civil, a Delegacia de Guarujá identificou o registro de 33 boletins de ocorrência de roubos supostamente ocorridos em um condomínio de luxo em pouco mais de 40 dias. Os policiais desconfiaram, no entanto, porque a quantidade de casos não correspondia à informada pela equipe de segurança do local.

Operação mira organização criminosa especializada em aplicar golpes em seguradoras.
Operação mira organização criminosa especializada em aplicar golpes em seguradoras.
Foto: Divulgação/SSP / Estadão

A corporação informou que a quadrilha registrava falsos boletins de ocorrência de roubos por meio da Delegacia Eletrônica para solicitar indenizações indevidas a instituições financeiras e seguradoras.

Para registrar os boletins falsos, os investigados aliciavam pessoas em situação de vulnerabilidade financeira ou com restrições de crédito. Depois, solicitavam indenizações a bancos e seguradoras. O dinheiro era depositado nas contas dos envolvidos e, posteriormente, dividido entre intermediários e líderes da organização.

Os policiais analisaram os 33 boletins de ocorrência e identificaram que as mesmas linhas telefônicas eram usadas nas comunicações, além da ausência de registros das vítimas nos locais informados e de um padrão nas narrativas. Com isso, os agentes chegaram a 34 investigados.

O principal objetivo da operação desta segunda-feira é identificar todos os integrantes da organização criminosa, entender o fluxo financeiro do grupo, recuperar valores obtidos ilegalmente e responsabilizar criminalmente os envolvidos.

Para auxiliar na apuração, a Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário e o bloqueio judicial de ativos.

Estadão
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