Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Carnaval em SP: Acadêmicos do Tatuapé se apresenta com enredo sobre a luta pela terra

A quarta escola da noite levou para a avenida o enredo 'Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!'

14 fev 2026 - 23h27
(atualizado em 14/2/2026 às 03h36)
Compartilhar
Exibir comentários

Sete escolas cruzam a avenida nesta sexta-feira, 13, abrindo a disputa pelo título do carnaval paulistano de 2026.

O Grupo Especial deu início os desfiles no Sambódromo do Anhembi com uma primeira noite marcada pela diversidade temática, que vai do protagonismo feminino à ancestralidade, passando por lutas sociais, astrologia e espiritualidade.

Força das mulheres negras abre o Carnaval de São Paulo 2026

"Delírio!", "sonho se tornando realidade". Foi assim que integrantes da estreante no Grupo Especial, Mocidade Unida da Mooca, descreveram o momento histórico vivido no desfile. "Desde que a escola existe, todo mundo está esperando esse momento, e chegou!", celebrou Eduardo Okamoto, diretor artístico da agremiação.

Inspirado nas sociedades tradicionais africanasl , a escola da zona leste apresentou o enredo "Gèlèdés - Agbara Obinrin", guardiãs da sabedoria e do equilíbrio. O desfile prestou homenagem às mulheres que transformam e sustentam comunidades com força espiritual, intelectual e cultural.

A Mooca abriu a noite com uma representação do Orixá Exu pisando primeiro na avenida, desta vez, interpretado por uma mulher em um espetáculo marcado por fé, empoderamento e ancestralidade. Com fantasias em tons de dourado, branco e azul, a escola estreante encantou o público e exaltou as origens afro-brasileiras com representações e homenagens as Yabas, Orixás femininas.

Colorado do Brás exalta o poder místico das mulheres

Com o enredo "A Bruxa Está Solta! Senhoras do Saber Renascem na Colorado", a Colorado do Brás exaltou o conhecimento ancestral e o protagonismo feminino em tempos de intolerância. A escola ressignificou a figura da "bruxa", a transformando em símbolo de sabedoria, resistência e conexão com a natureza.

Logo no abre-alas, a agremiação denunciou a tortura e o silenciamento de mulheres, com as alas seguintes marcadas por tons de preto e roxo e um visual envolto em misticismo, magia, cura e espiritualidade.

Nas arquibancadas, a torcida acompanhou em coro o samba-enredo e vibrou com a evolução da escola, que concluiu sua passagem pela avenida com tranquilidade.

Dragões da Real leva guerreiras da floresta para o Anhembi

Com o samba-enredo na ponta da língua e a comunidade confiante no título, a Dragões da Real levou à avenida o primeiro enredo de temática indígena de sua história. Inspirada nas lendárias guerreiras da Amazônia, as Icamiabas, a escola apresentou "Guerreiras Icamiabas: Uma Lendária História de Força e Resistência".

Com carros de grande impacto visual — alguns com efeitos de movimento, luz e até fumaça no dragão de 12 metros do abre-alas —, a Dragões contou uma narrativa sobre coragem, liberdade e protagonismo feminino, exaltando a ancestralidade e a força dos povos originários.

Famoso dragão da escola voltou à avenida após dois anos.
Famoso dragão da escola voltou à avenida após dois anos.
Foto: Rariane Costa/Estadão / Estadão

Márcio Santana, Diretor-Geral de Carnaval se emocionou ao finalizar a passagem pela pista e classificou o desfile como um dos maiores da história da agremiação. "Cada um desses três mil componentes deu a vida, sangue e suor, as lágrimas, em prol desse desfile. Todo mundo está saindo daqui realizado", disse.

Acadêmicos do Tatuapé é a quarta escola da noite.
Acadêmicos do Tatuapé é a quarta escola da noite.
Foto: Rariane Costa/Estadão / Estadão

Já a Acadêmicos do Tatuapé propõe uma reflexão social com "Plantar para colher e alimentar. Tem muita terra sem gente, tem muita gente sem terra!", abordando a luta pela terra, a agricultura sustentável e a conexão entre campo e alimentação. Escola se apresenta neste momento.

Atual campeã, a Rosas de Ouro leva à avenida "Escrito nas Estrelas", uma viagem pelo universo, explorando astrologia, constelações e signos como metáforas do destino humano e da trajetória da humanidade.

Na sequência, a Vai-Vai apresenta "A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia", exaltando a força histórica e cultural da comunidade de São Bernardo do Campo a partir da companhia cinematográfica Vera Cruz.

Encerrando a noite, a Barroca Zona Sul desfila "Oro Mi Maió Oxum", homenagem à orixá das águas doces, da fertilidade e do amor, celebrando a religiosidade afro-brasileira com cores, rituais e símbolos.

Veja a ordem dos desfiles e os enredos

Sexta-feira (13 de fevereiro)

  • 23h - Mocidade Unida da Mooca (enredo "Gèlèdés - Agbara Obinrin")
  • 0h05 - Colorado do Brás (enredo - "A Bruxa está solta - Senhoras do Saber renascem na Colorado")
  • 1h10 - Dragões da Real (enredo - "Guerreiras Icamiabas - Uma lendária história de força e resistência")
  • 2h15 - Acadêmicos do Tatuapé (enredo - Plantar para colher e alimentar)
  • 3h20 - Rosas de Ouro (enredo - Escrito nas estrelas)
  • 4h35 - Vai-Vai (enredo - "A Saga Vencedora de um Povo Heroico no Apogeu da Vedete da Pauliceia")
  • 5h30 - Barroca Zona Sul (enredo - Oro Mi Maió Oxum)

Sábado (14 de fevereiro)

  • 22h30 - Império de Casa Verde (enredo - "Império dos Balangandãs: Joias Negras Afro-Brasileiras")
  • 23h35 - Águia de Ouro (enredo - "Mokum Amsterdã - O voo da Águia à cidade libertária")
  • 0h40 - Mocidade Alegre (enredo - Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra)
  • 1h45 - Gaviões da Fiel (enredo - "Vozes Ancestrais para um Novo Amanhã")
  • 2h50 - Estrela do Terceiro Milênio (enredo - "Hoje a poesia vem ao nosso encontro: Paulo César Pinheiro, uma viagem pela vida e obra do poeta das canções")
  • 3h55 - Tom Maior (enredo - "Chico Xavier. Nas entrelinhas da alma, as raízes do céu em Uberaba")
  • 5h - Camisa Verde e Branco (enredo - Abre caminhos)
Estadão
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade