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Belford Roxo: polícia prende suspeitos por morte de meninos

Entre os suspeitos encontrados, 15 foram detidos na ação que começou nesta quinta-feira na comunidade do Castelar

9 dez 2021 11h26
| atualizado às 11h26
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Os meninos foram vistos pela última vez, como mostraram imagens de câmeras de segurança, próximos de uma feira livre da região
Os meninos foram vistos pela última vez, como mostraram imagens de câmeras de segurança, próximos de uma feira livre da região
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu ao todo, até o final da manhã desta quinta-feira, 33 suspeitos de envolvimento no desaparecimento e morte dos meninos Lucas Matheus, de 9 anos; Alexandre, de 11 anos e Fernando Henrique, de 12 anos, no dia 27 de dezembro do ano passado em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Autoridades atuaram na comunidade do Castelar para cumprir 56 mandados de prisão e finalizar o inquérito em andamento na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Entre os suspeitos encontrados, 15 foram detidos na ação que começou nesta quinta-feira cedo e tem a participação de 250 policiais da delegacia, do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), do Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os outros suspeitos já estavam presos.

As investigações da Polícia Civil indicaram que os meninos foram mortos por traficantes da comunidade com autorização de um chefe de facção que controla a venda de drogas na região. O motivo seria um suposto roubo de uma gaiola de passarinho pelas crianças.

Moradores da comunidade do Castelar, os meninos foram vistos pela última vez, como mostraram imagens de câmeras de segurança, próximos de uma feira livre da região.

A polícia apurou que o chefe da facção na Castelar não foi informado de que se tratavam de meninos quando recebeu o pedido do gerente para a autorização. O desaparecimento dos meninos teve muita repercussão e, por isso, o traficante apontado pelo assassinato foi morto como queima de arquivo no Conjunto de Favelas da Penha, na zona norte, para não atingir os integrantes do grupo.

Durante o inquérito, após o depoimento de um homem, que denunciou a participação de um irmão no crime de ocultação dos corpos, os policiais fizeram uma operação com a participação de bombeiros para tentar localizar as ossadas em um rio da região. As equipes chegaram a encontrar uma ossada, mas não foi identificada como sendo de um dos meninos.

* Com informações da Agência Brasil

Fonte: Redação Terra
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