Após 5 dias, bombeiros controlam incêndio que causou 'rio' de caramelo
O Corpo de Bombeiros controlou na manhã desta quarta-feira o incêndio em um dos dois galpões que armazenavam açúcar em Santa Adélia (SP), a 370 quilômetros de São Paulo, após cinco dias de combate às chamas. O fogo derreteu o açúcar e provocou um "rio" de caramelo, que escoou para o leito do rio que nasce em Santa Adélia e corta os municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, até chegar ao rio Turvo. A substância ameaça o meio ambiente, já que pode provocar a mortandade de peixes e outros seres vivos.
O incêndio começou às 8h de sexta-feira, em dois depósitos da empresa Agrovia, onde havia cerca de 28 mil toneladas de açúcar de 10 usinas da região. De acordo com a Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb), o xarope de açúcar não é tóxico, mas, em função da grande quantidade e da carga orgânica que contém, provoca a diminuição do oxigênio dissolvido na água, o que pode causar a morte de animais.
Segundo a coordenadora de Meio-Ambiente da prefeitura de Santa Adélia, Flávia Banhos Hercolin, os bombeiros trabalham para verificar se ainda há focos de incêndio dentro do galpão. Os homens cortaram parte do teto do depósito para fazer o rescaldo do local.
Bombeiros cavam "piscinões" para armazenar caramelo
Uma força-tarefa foi criada para tentar evitar uma contaminação maior da água pelo caramelo. Na manhã de hoje, os bombeiros cavaram três grandes buracos para armazenar a substância que escoa do galpão.
De acordo com a coordenadora de Meio-Ambiente da prefeitura, apenas um dos "piscinões" foram utilizados. Após o fim do incêndio, boa parte do caramelo já se solidificou, o que impede que a substância seja sugada por mangueiras.