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Agente de segurança atuante no Gaeco vira alvo de denúncia por desfalque milionário em cofre da família na Capital

Servidor público de 31 anos trocou 17,5 kg em ouro e relógios caros por imitações para acobertar desvio de quase R$ 9 milhões

9 out 2026 - 11h27
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Resumo
Um policial penal que atuava no Gaeco foi denunciado pelo Ministério Público do RS por liderar o furto de R$ 8,87 milhões em ouro e relógios de luxo do cofre de parentes, na Capital. Para ocultar o crime, o agente substituiu os itens valiosos por réplicas grosseiras. Outras três pessoas participaram da receptação e da lavagem do dinheiro. Preso preventivamente, o servidor responderá na Justiça por furto qualificado, lavagem de capitais e associação criminosa.

Uma engrenagem criminosa articulada para subtrair e ocultar bens avaliados em R$ 8,87 milhões motivou a denúncia de quatro pessoas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul. O articulador apontado pela apuração é um policial penal de 31 anos que, na época da sua prisão cautelar em meados de setembro, atuava cedido justamente na divisão de repressão ao crime organizado da instituição.

Foto: Tiago Coutinho | MPRS / Porto Alegre 24 horas

O material pertencia a parentes próximos do suspeito e ficava guardado em um endereço residencial na zona urbana da Capital. Foram retirados do local seis exemplares de relógios de alto padrão — cotados em cerca de R$ 1 milhão — e 17,5 quilos de barras e moedas de ouro que vinham sendo entesourados por uma das vítimas desde a década de 1950, somando cerca de R$ 7,8 milhões em valor de mercado.

Para evitar desconfianças imediatas e mascarar o desvio por meses, o agente trocou os relógios originais e o lote de metal precioso por réplicas grosseiras e peças falsificadas dentro do compartimento secreto. A facilidade para entrar na moradia decorria dos laços familiares; em 2023, o próprio homem havia auxiliado parentes a desenterrar, aferir e realocar o patrimônio durante uma mudança de residência.

A partilha contava com a atuação de outros três indivíduos — uma mulher e dois homens —, encarregados da colocação do material clandestino no mercado receptador e na lavagem de pelo menos R$ 1,6 milhão por meio de movimentações financeiras.

O servidor público responde por furto qualificado, lavagem de capitais e associação criminosa e continua recolhido em regime preventivo. A representação jurídica do investigado declarou que só emitirá pronunciamento após examinar integralmente o inquérito, que agora depende de recebimento formal pelo Poder Judiciário.

Porto Alegre 24 horas
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