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Chuva em Alagoas poupa originais de Graciliano Ramos

28 jun 2010 - 23h27
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A cidade natal do escritor Graciliano Ramos, Quebrangulo, assim como muitas outras em Alagoas, ainda sofre por causa das chuvas que castigaram a região. A correnteza destruiu casas, prédios públicos e a biblioteca que leva o nome do escritor. Mas ao menos uma boa notícia se destaca em meio ao drama: os originais de Graciliano estão a salvo, a alguns quilômetros dali, na cidade de Palmeira dos Índios, onde ele foi prefeito no fim da década de 20.

Homem observa estragos em uma ferrovia na cidade de Rio Largo, em Alagoas
Homem observa estragos em uma ferrovia na cidade de Rio Largo, em Alagoas
Foto: AP

Em Quebrangulo, não houve óbitos registrados por causa da chuvas, mas a cidade está arrasada. Otimista, o prefeito Marcelo Vasconcelos diz que tudo pode ser recuperado. A questão é encontrar parceiros para a reconstrução. A casa onde viveu Graciliano foi uma das poucas a escapar. A água só chegou até a porta. "A biblioteca tem condições de ser recuperada, mas 95% dos livros do nosso acervo foram perdidos", disse o prefeito.

Outros prédios da cidade, vários do início do século passado e tombados pelo município, foram destruídos ou danificados, incluindo a Câmara de Vereadores.

Diferentemente de outros municípios, Quebrangulo foi construída ao redor de uma praça, que hoje é o Centro da cidade, onde os rios Quebrangulinho e Paraíba do Meio se encontram. Por isso, a água atingiu a região em cheio. O prefeito também está entre os desalojados. Com a residência danificada, ele teve de ir para a casa de parentes, mas sem deixar de exercer a política. "Aqui, até a enchente é democrática", afirmou.

Mais chuvas

No último fim de semana, alguns municípios de Pernambuco voltaram a sofrer com as enchentes. O número de cidades pernambucanas em Estado de calamidade passou de nove para 12. Os municípios de Primavera, Maraial e Catende foram os mais recentes a serem incluídos na categoria.

As enchentes registradas na última semana deixaram ao menos 54 mortos nos dois Estados. Em Pernambuco, os desabrigados (pessoas que perderam sua habitação e estão em abrigos públicos) são 26.200 e os desalojados (pessoas que saíram de casa, mas não necessariamente perderam sua propriedade, e não estão em abrigo), 54.066. Em Alagoas, 26.618 estão desabrigados e 47.897 desalojados.

Jornal do Brasil Jornal do Brasil
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