Caso Sarah: júri de acusados por morte de estudante da UFRGS é remarcado para fevereiro de 2027
Três réus respondem pelos homicídios de Sarah Silva Domingues e do comerciante Valdir dos Santos Pereira; julgamento ocorrerá no Foro Central de Porto Alegre
O Tribunal de Justiça do RS remarcou para 18 de fevereiro de 2027 o júri popular dos três acusados pelo duplo homicídio qualificado da estudante da UFRGS Sarah Domingues e do comerciante Valdir Pereira, ocorrido em Porto Alegre. Valdir foi morto por contrariar o tráfico local e Sarah foi atingida enquanto realizava uma pesquisa acadêmica. O julgamento anterior foi cancelado após o abandono dos advogados de defesa e a desconstituição da Defensoria Pública, exigindo a nova data no Foro Central.
O julgamento dos três acusados pelos homicídios da estudante de arquitetura da UFRGS Sarah Silva Domingues, de 28 anos, e do comerciante Valdir dos Santos Pereira, de 53, foi remarcado para 18 de fevereiro de 2027, no Tribunal do Júri do Foro Central de Porto Alegre. A nova data foi divulgada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) nesta terça-feira (6). Os réus respondem por duplo homicídio qualificado.
Segundo o MPRS, as acusações apontam para homicídios qualificados por motivo torpe e pelo uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, além da utilização de arma de fogo. O processo será analisado pelo Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida.
Os três acusados serão julgados conjuntamente pelos dois homicídios. A nova sessão ocorrerá no Foro Central da Capital, onde será realizada a análise das provas e dos argumentos apresentados pelo Ministério Público e pelas defesas.
A promotora de Justiça Lúcia Helena Callegari, autora da denúncia, atuará na acusação, juntamente com o promotor Octávio Noronha. A investigação apontou que o comerciante foi morto por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade onde vivia, na Ilha das Flores. Sarah estava no local realizando entrevistas para o Trabalho de Conclusão de Curso quando foi atingida pelos tiros.
O julgamento que havia sido iniciado em setembro deste ano foi dissolvido após os advogados de defesa de dois dos réus abandonarem o plenário e a Defensoria Pública ser desconstituída. Diante disso, o Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) definiu uma nova data para a realização do júri.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.