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Política

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Flávio diz que defesa de mudança na Constituição é sobre reforma do Judiciário e maioridade penal

Declaração ocorreu após candidato do PL à Presidência dizer que a direita tem maioria para uma mudança constitucional

7 out 2026 - 11h47
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Resumo
O candidato Flávio Bolsonaro afirmou que respeitará a Constituição, mas defendeu alterações pontuais via PEC para temas como reformas do Judiciário e tributária, redução da maioridade penal e fim da reeleição, rechaçando a ideia de uma nova Carta Magna. Ele declarou que a maioria de direita no Congresso facilitará essas pautas, visão respaldada pelo governador Tarcísio de Freitas, que considerou o novo Legislativo um facilitador para viabilizar reformas fiscais, políticas e institucionais.

BRASÍLIA E SÃO PAULO - O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quarta-feira, 7, que respeitará à Constituição, mas defendeu alterações no texto constitucional. A declaração ocorreu após ele dizer que a direita tem maioria para uma mudança constitucional, o que foi interpretado como uma defesa de uma nova Constituição.

Segundo Flávio, várias propostas que pretende realizar, caso eleito, precisariam passar por Propostas de Emenda à Constituição (PEC). "Temos que respeitar a política. Há várias PECs possíveis. Tem que haver uma reforma do Judiciário, sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC, tem pontos aqui da Reforma Tributária que têm que ser alterados por PEC, o fim da reeleição", listou a jornalistas, após encontro com integrantes do PP e do União Brasil.

Flávio Bolsonaro em evento em Goiânia
Flávio Bolsonaro em evento em Goiânia
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Nesta terça-feira, 6, durante evento em Goiânia (GO), Flávio disse: "O Brasil me deu um Congresso mais à direita do que é hoje, com maioria no Senado, para fazer presidente do Senado. Com maioria na Câmara, para fazer presidente da Câmara. Para mudarmos a Constituição, para redemocratizar esse País, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição".

Perguntado por jornalistas o que quis dizer com "redemocratizar o País", Flávio questionou: "Vocês acham que o Brasil está numa democracia plena hoje?"

Mencionou, porém, o fim da reeleição e falou que "qualquer coisa longe disso" é mera "especulação". "Já vi gente começar a dizer: 'o Flávio, com esse Congresso, com ampla maioria, vai fazer o que o pai dele não fez'. Vamos parar de mentir, vamos aterrissar no mundo real, parar de fazer torcida. Ameaça que tem à democracia é com o Lula", afirmou.

O candidato ainda voltou a citar um suposto elo entre Lula e o Supremo Tribunal Federal. "Com o Flávio Bolsonaro, não vai ter presidente da República combinando com um amigo no Supremo para fazer busca e apreensão na fonte de vocês jornalistas. Essa é a democracia que estou falando que está abalada hoje", disse.

Tarcísio diz que Congresso eleito deve ser 'facilitador' para mudanças constitucionais

Também nesta quarta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que mudanças na Constituição são necessárias para viabilizar reformas fiscais, políticas e no Judiciário. Questionado sobre as declarações de Flávio Bolsonaro a respeito de alterações constitucionais, o governador disse que o Congresso eleito deve ser um "facilitador" para isso.

"Existem algumas mudanças que são necessárias", disse Tarcísio em coletiva de imprensa após participação em evento da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc), na capital paulista. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), também esteve presente.

"Se você quer fazer reforma fiscal, provavelmente vai ter que mudar alguma coisa na Constituição. Se vai fazer reforma judiciária, vai precisar fazer alguma mudança na Constituição. Reforma política, vai precisar fazer alguma mudança na Constituição", afirmou o governador.

Tarcísio defendeu a redução de gastos e a realização de um ajuste fiscal para abrir espaço à queda dos juros e, posteriormente, à diminuição de impostos sobre empresas. O governador não detalhou quais dispositivos constitucionais deveriam ser alterados.

"A gente precisa gastar menos, a gente precisa economizar mais, a gente precisa fazer ajuste fiscal. Ninguém tem dúvida disso", disse. "Mudanças legislativas vão ser necessárias, e a boa notícia é que o Congresso eleito é amplamente favorável ao nosso campo, e isso vai ser um facilitador."

O governador também afirmou que sua atuação em apoio a Flávio vai além da campanha para o segundo turno. "A nossa missão aqui não é ajudar o Flávio só a ganhar uma eleição. É ajudar ele a fazer um grande trabalho, ser um grande presidente", declarou.

Estadão
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