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Bolsonaro reconhece falta de comprovação da cloroquina, mas diz que muitos foram curados

21 mai 2020
20h26
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira em transmissão feita pelas redes sociais que há muitos relatos de quem tomou a cloroquina no início dos sintomas da Covid-19 e está curado, mesmo reconhecendo que não há no momento comprovação científica de eficácia.

Presidente Jair Bolsonaro em Brasília
12/05/2020
REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro em Brasília 12/05/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Tem muita gente que se curou", disse Bolsonaro, que mais uma vez não mostrou nenhum dado ou estudo que embase tal afirmação.

Após pressão do presidente, o Ministério da Saúde mudou sua orientação e passou a recomendar o uso da cloroquina e seu derivado, hidroxicloroquina, desde os estágios iniciais do Covid-19. Anteriormente, os medicamentos eram recomendados apenas para casos graves

Segundo o presidente, muitos hospitais particulares já vinham receitando a medicação, enquanto no sistema público o uso era "meio camuflado", uma vez que não havia protocolo do ministério. Ele disse que agora, com o novo entendimento, está liberada a prescrição do remédio na rede do Sistema Único de Saúde (SUS).

Bolsonaro criticou a decisão de um grupo de senadores do PT de ter entrado com um requerimento no Tribunal de Contas da União (TCU) para anular a validade do protocolo que ampliou o uso da cloroquina. Ele disse que, se voltar ao que era antes, os pacientes da rede pública terão que deixar de usar a cloroquina, enquanto o usuário de hospital particular poderá usar.

Em um tom mais ameno do que em falas anteriores, o presidente disse que a política restritiva de isolamento social depende de cada governador ou prefeito, mas ressaltou que deseja que o "Brasil volte à normalidade". Ele participou pela manhã de uma videoconferência com governadores e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Bolsonaro disse que até defende o uso da máscara, que disse ser uma forma de permitir a reabertura do negócios, e repetiu que boa parte da população vai se infectar com o vírus.

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