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Bolsonaro diz que outras operações da PF virão, mas não comenta ação contra fake news

27 mai 2020 10h23
| atualizado às 10h30
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Sem comentar a operação da Polícia Federal desta quarta-feira que atingiu aliados próximos, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que mais operações ocorrerão enquanto ele for presidente.

Bolsonaro fala com a imprensa ao chegar ao Palácio da Alvorada
 22/5/2020 REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro fala com a imprensa ao chegar ao Palácio da Alvorada 22/5/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

"Vai ter mais. Enquanto eu for presidente, vai ter mais. Não é informação privilegiada, não. Vão falar que é informação privilegiada", disse Bolsonaro a apoiadores ao sair do Palácio da Alvorada.

O comentário foi feito depois de um apoiador elogiar a ação da PF na operação que envolveu o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, por suposto envolvimento em superfaturamento de compras para o combate à epidemia do novo coronavírus.

No dia anterior, Bolsonaro já havia parabenizado a PF pela operação. O governador é hoje um dos principais rivais políticos do presidente e o responsabilizou pela ação que envolveu a ele e sua mulher.

Bolsonaro não comentou a operação deflagrada nesta quarta, dentro do inquérito contra fake news coordenado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Entre os alvos, aliados e defensores muito próximos do presidente, como o blogueiro Allan dos Santos e o empresário Luciano Hang, a ativista Sara Winter - criadora do grupo de inspiração paramilitar 300 pelo Brasil -, além do neoaliado Roberto Jefferson, presidente do PTB.

VISITA A TOFFOLI

Ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi visitar o presidente do STF, José Dias Toffoli, que está internado depois de uma cirurgia para retirada de um abscesso.

A visita, confirmada pela assessoria do hospital, não estava prevista na agenda do presidente.

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