Bolsa Família: DEM moverá ação contra ministra que culpou oposição por boatos
Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira inquérito sobre o caso, que não apontou indícios de crimes na divulgação dos boatos
O líder do Democratas na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), afirmou nesta sexta-feira que entrará com representação na Comissão de Ética Pública da Presidência contra a ministra da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT). O motivo é o fato de a ministra ter responsabilizado a oposição pelos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, que causaram tumultos em agências da Caixa Econômica Federal em maio deste ano. Hoje, a Polícia Federal concluiu o inquérito, apontando para a inexistência de indícios que comprovassem uma divulgação orquestrada e deliberada dos boatos.
"A ministra Maria do Rosário afirmou que os boatos eram fruto 'da central de boato da oposição'. Ela deve desculpas à oposição e à nação! Entrarei com representação na Comissão de Ética Pública da Presidência contra a ministra @_mariadorosario", afirmou Caiado em sua página no Twitter.
A ministra Maria do Rosário afirmou que os boatos eram fruto "da central de boato da oposição". Ela deve desculpas à oposição e à nação!
— Ronaldo Caiado (@deputadocaiado) July 12, 2013
Segundo o deputado, a ministra "usou cargo de forma irresponsável, política-eleitoreira, para culpar oposição por desorganização da Caixa com Bolsa Família". Caiado credita os boatos de que o programa acabaria à própria Caixa, que "mudou datas de pagamento do Bolsa Família, de forma atabalhoada".
PF não vê crime em boatos
A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira a investigação dos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família. Segundo a PF, o relatório final enviado ao Juizado Especial Criminal do Distrito Federal não encontrou "elementos que possam configurar crime ou contravenção penal".
"O relatório da Polícia Federal aponta que o boato foi espontâneo não havendo como afirmar que apenas uma pessoa ou grupo tenha causado os boatos envolvendo o programa Bolsa Família. Conclui-se, assim, pela inexistência de elementos que possam configurar crime ou contravenção penal", diz a PF em nota.
Na semana seguinte aos tumultos, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o caso seria investigado pela Polícia Federal. Em discurso no interior do Ceará, Dilma classificou o autor dos boatos de "desumano e criminoso". "Espalhou-se um boato falso negativo, um boato que leva intranquilidade às famílias mais pobres desse País, que são aquelas que recebem o Bolsa Família. O boato era de que o governo federal não ia pagar o Bolsa Família. É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Além de ser desumano, ele é criminoso. Por isso nós colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem de um boato que tinha o objetivo de levar a intranquilidade aos milhões de brasileiros que, nos últimos anos, estão saindo da pobreza extrema", disse Dilma na ocasião.