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PF conclui inquérito e não vê crime em boatos sobre fim do Bolsa Família

12 jul 2013 - 17h33
(atualizado às 17h38)
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Boato sobre fim do Bolsa Família gerou filas na Caixa Econômica Federal no município de Itabuna (BA) na madrugada desta segunda-feira
Boato sobre fim do Bolsa Família gerou filas na Caixa Econômica Federal no município de Itabuna (BA) na madrugada desta segunda-feira
Foto: Oziel Aragão/BA Press / Futura Press

A Polícia Federal concluiu nesta sexta-feira a investigação dos boatos sobre o fim do programa Bolsa Família, que provocaram tumultos em agências da Caixa Econômica Federal em diversos Estados do Brasil em maio deste ano. Segundo a PF, o relatório final enviado ao Juizado Especial Criminal do Distrito Federal não encontrou "elementos que possam configurar crime ou contravenção penal".

"O relatório da Polícia Federal aponta que o boato foi espontâneo não havendo como afirmar que apenas uma pessoa ou grupo tenha causado os boatos envolvendo o programa Bolsa Família. Conclui-se, assim, pela inexistência de elementos que possam configurar crime ou contravenção penal", diz a PF em nota.

Na semana seguinte aos tumultos, a presidente Dilma Rousseff anunciou que o caso seria investigado pela Polícia Federal. Em discurso no interior do Ceará, Dilma classificou o autor dos boatos de "desumano e criminoso". "Espalhou-se um boato falso negativo, um boato que leva intranquilidade às famílias mais pobres desse País, que são aquelas que recebem o Bolsa Família. O boato era de que o governo federal não ia pagar o Bolsa Família. É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Além de ser desumano, ele é criminoso. Por isso nós colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem de um boato que tinha o objetivo de levar a intranquilidade aos milhões de brasileiros que, nos últimos anos, estão saindo da pobreza extrema", disse Dilma na ocasião.

Segundo a PF, foram solicitados à área operacional da Caixa os registros de saques realizados no período, bem como o padrão dos saques realizados nos meses anteriores, com o objetivo de identificar os primeiros beneficiários em meio à onda de boatos. "Do cruzamento dessas informações, a PF constatou aumento anormal no volume de saques nas cidades de Ipu (CE) e Cajazeiras (PB) já nas primeiras horas do sábado, dia 18/5. Essas duas cidades apresentaram, proporcionalmente, o maior número de saques dos benefícios no final de semana. A partir das 11h da manhã do mesmo dia, verificou-se aumento incomum nas demais cidades que sofreram grande procura nas agências bancárias", aponta o relatório da Polícia Federa.

De posse desses dados, os policiais entrevistaram 180 beneficiários dos Estados de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro, incluindo os primeiros sacadores de Ipu e Cajazeiras. Também foram ouvidos 64 gerentes da Caixa nas localidades onde ocorreu o maior volume de saques.

"Das pessoas ouvidas, aproximadamente 40% encontrava-se na data correta do cronograma de pagamento da bolsa. Entre os motivos que levaram os demais beneficiários às agências bancárias, constam: a ciência da antecipação do pagamento por motivos diversos, a informação de um possível adicional em virtude do Dia das Mães e a notícia de um suposto cancelamento do programa, respectivamente", diz a PF.

A partir de então, a PF se concentrou na apuração de uma possível articulação coordenada "para que os boatos surgissem e ganhassem corpo", o que não ficou comprovado. Os policiais federais investigaram também a possível utilização das redes sociais para a propagação dos boatos, identificando uma postagem feita pela filha de uma beneficiária de Cajazeiras, informando sobre o saque antecipado de sua mãe. "Essa foi a primeira menção na internet a respeito do assunto. No entanto, a postagem desta informação não foi a origem dos boatos. Assim sendo, a internet e as redes sociais apenas reproduziram notícias veiculadas pela imprensa sobre os tumultos em agências bancárias", concluiu a Polícia Federal.

"Da mesma forma, não ficou configurada a utilização de rádios comunitárias, telemarketing ou empresa contratada para a disseminação da informação de cancelamento do programa. Apenas uma beneficiária no Rio de Janeiro noticiou ter recebido telefonema a respeito, depoimento que não se repetiu em nenhuma outra oitiva", apontou a investigação.

Fonte: Terra
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