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Beto Richa, ex-governador do Paraná, é preso sob suspeita de corrupção

Prisão é parte de um desdobramento da Lava Jato que investiga suposto pagamento de propina por concessionárias de rodovias no Paraná;

25 jan 2019 - 09h32
(atualizado às 10h56)
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Beto Richa foi preso em sua casa em Curitiba, por volta das 7h desta sexta-feira
Beto Richa foi preso em sua casa em Curitiba, por volta das 7h desta sexta-feira
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / BBC News Brasil

O ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi preso por volta das 7h da manhã desta sexta-feira, em sua casa em Curitiba. A prisão faz parte da operação Integração, do Ministério Público Federal (MPF), desdobramento da Lava Jato que investiga suspeitas de corrupção em contratos de privatização de rodovias naquele Estado.

A Polícia Federal também prendeu na manhã desta sexta-feira o contador Dirceu Pupo Ferreira, que é descrito pelo MPF como sendo homem de confiança da família, e administrador de empresas que pertencem aos Richa. Além disso, Pupo seria o responsável por organizar o recebimento de dinheiro vivo, de origem criminosa, para o ex-governador.

Segundo o MPF, Richa recebeu propinas em dinheiro vivo das empresas concessionárias, arrecadado em praças de pedágio, e parte deste dinheiro foi usada para comprar imóveis, por meio de empresas de sua família administradas por Pupo.

As prisões de Richa e Pupo são preventivas, ou seja, não tem prazo para acabar. A reportagem da BBC News Brasil procurou a defesa de Richa, mas não obteve resposta até o momento. Em declarações anteriores sobre o assunto, Richa negou irregularidades.

A prisão de ambos foi decidida pelo juiz federal substituto Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal em Curitiba. A decisão determinando a prisão de Richa foi assinada na terça-feira, e mantida em sigilo até ser cumprida.

Nesta investigação, o ex-governador é suspeito dos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Ao decidir sobre o pedido de prisão formulado pelo MPF, o juiz levou em conta indícios de que Pupo teria tentado cooptar testemunhas do caso, com a finalidade de impedir as investigações.

Richa governou o Paraná por dois mandatos, de 2011 a 2018. Nas eleições do ano passado, tentou uma cadeira no Senado, mas amargou o sexto lugar na corrida pelas duas vagas então disputadas no Estado.

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