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Eleições no Terra: confira como foi a apuração do 1º turno

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Avalanche bolsonarista toma conta do Congresso impulsionada por Flávio

5 out 2026 - 00h09
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Resumo
Impulsionado por Flávio Bolsonaro, o campo bolsonarista dominou as eleições legislativas, garantindo ao PL a maior bancada na Câmara (121 deputados) e no Senado, onde saltará para 28 cadeiras com nomes como Michelle e Carlos Bolsonaro. O PT de Lula manteve 9 senadores, mas perdeu figuras centrais como Gleisi Hoffmann. Essa nova correlação de forças projeta instabilidade institucional a partir de 2027, especialmente em relação ao STF, além de influenciar a reeleição de Davi Alcolumbre no Senado.

O campo bolsonarista emergiu como o principal vencedor das eleições para ‌o Congresso neste domingo, ainda que blocos progressistas tenham registrado algum avanço, desenhando um cenário de potencial confronto institucional seja qual for o desfecho do segundo turno da eleição presidencial.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) -- que venceu o primeiro turno -- ainda vão se enfrentar no segundo turno, em 25 de outubro, mas os resultados já divulgados do Senado apontam para um expressivo crescimento do PL e de partidos que abraçam o bolsonarismo.

No caso da eleição para o Senado, encarada ⁠como estratégica tanto por bolsonaristas quanto por progressistas, 54 cadeiras das 81 estavam em disputa. O PL, que tem 15 senadores na ‌bancada atual, passa para uma bancada de 28 integrantes em 2027. Entre novos nomes e aqueles que tentaram a reeleição, o PL elegeu 19 senadores neste domingo.

Importantes nomes do bolsonarismo garantiram suas vagas, caso de Michelle Bolsonaro (PL-DF), mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro, ‌e de Carlos Bolsonaro (PL-SC), filho do ex-presidente.

Nomes de outras legendas que se aliaram ‌a Flávio também tiveram sucesso, caso de Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Guilherme Derrite (PP-SP).

Mas Ciro Nogueira (PP), importante liderança política do centrão, ⁠perdeu a disputa pelo Senado no Piauí para Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), aliados de Lula. Ciro, que foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, perdeu espaço político durante os quatro anos de governo Lula e ainda foi citado em denúncias relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

O PT terá a segunda maior bancada no Senado, mas sem conseguir ampliar o número de seus componentes, hoje de 9 senadores. Dos seis candidatos eleitos neste domingo, o partido garantiu as vagas de Rui Costa e Jaques Wagner na ‌Bahia. Costa foi ministro da Casa Civil de Lula neste terceiro mandato, enquanto Wagner, que também teve seu nome relacionado às denúncias ‌em torno de Vorcaro, foi líder do governo ⁠no Senado.

Mas outros nomes de ⁠peso do petismo foram derrotados na disputa pelo Senado, caso de Gleisi Hoffmann no Paraná, ministra da Secretaria de Relações Institucionais de Lula. As ⁠duas vagas do Estado ficaram com Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL).

O líder do ‌governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), também está ‌fora do Senado em 2027. Simone Tebet (PSB-SP), ministra do Orçamento e Planejamento de Lula, e Marina Silva (Rede-SP), ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, não foram eleitas em São Paulo.

Levantamento do G1 aponta que o MDB ficará com 8 cadeiras, o PP com 6, assim como o Republicanos, PSD e União terão 5 senadores cada, e o PSB, ⁠4, seguido do Novo com 3 vagas, e do Podemos e do PSDB, com 2 senadores cada. PDT e Rede terão 1 senador.

INSTABILIDADE À VISTA

A nova correlação de forças na Casa sinaliza um potencial para crises institucionais, tendo como principal alvo o Supremo Tribunal Federal (STF), já que é atribuição do Senado analisar eventuais pedidos de impeachment de integrantes da corte. Mas também deve ter impacto no funcionamento da Casa ainda neste ano, já que o atual ‌presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deve tentar a reeleição no comando da Casa.

"Empenhado em um processo de reeleição, Davi Alcolumbre, por exemplo, pode ceder a pressões do novo Senado, mais próximo da agenda bolsonarista, com impactos sobre temas como a escala ⁠6x1, pautada para essa semana, e os pedidos de impeachment hoje parados", avaliou panorama da Dharma Political Risk and Strategy.

"O risco, nesse sentido, é o de aumento da instabilidade institucional, já resultante do resultado eleitoral de 2026 na composição do Parlamento em 2027."

Na Câmara, projeções da Reuters com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que o PL deve assegurar a maior bancada da Casa com 121 cadeiras, enquanto a federação PT-PCdoB-PV deve se firmar como segunda maior bancada, com 78 lugares estimados. Atualmente, o PL conta com 98 deputados e a federação PT-PCdoB-PV tem 82.

Ainda assim, o centrão deve sofrer variações, mas segue como uma força relevante na Casa.

As projeções apontam que a federação PP-União deve vir com 69 deputados, uma redução em relação aos atuais 98. Outros partidos do centrão, como PSD e Republicanos, devem alcançar bancadas com aproximadamente 40 integrantes. MDB e Podemos devem firmar bancadas próximas de 30 vagas.

A apuração dos votos na Câmara ainda não está consolidada, uma vez que se trata de eleição proporcional e há cálculos a serem feitos levando-se em conta quantas cadeiras cada partido conquistou, o quociente eleitoral e o quociente partidário, além da distribuição das sobras de vagas.

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