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Artistas homenageiam Paulo José e Tarcísio Meira: 'Que elenco que estamos perdendo'

Em menos de 24 horas, país perdeu dois de seus principais nomes da dramaturgia.

12 ago 2021 - 16h19
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Tarcísio Meira morreu nesta quinta-feira em decorrência da covid-19
Tarcísio Meira morreu nesta quinta-feira em decorrência da covid-19
Foto: TV Globo / BBC News Brasil

Em menos de 24 horas, o Brasil perdeu dois de seus maiores nomes da dramaturgia.

Aos 84 anos, o ator e diretor Paulo José não resistiu a uma pneumonia e morreu na noite de quarta-feira (11/8) após passar 20 dias internado. Ele sofria de Mal de Parkinson há mais de 20 anos.

O ator Tarcísio Meira, de 85 anos, foi vítima da covid-19. Ele foi internado em 6 de agosto junto com sua mulher, a atriz Glória Menezes, de 86 anos, que está se recuperando bem, segundo o boletim médico.

A partida destes ícones foi seguida por homenagens de artistas e outros profissionais que acompanharam suas carreiras de perto e falam de seus legados.

Selton Mello dedicou seu novo trabalho, como Dom Pedro 2º, a Paulo José, seu "maior mestre" e com quem contracenou e dirigiu no filme O Palhaço (2011).

"O ator que me mostrou a maneira de imprimir o máximo, com o mínimo de recursos. Ele me abriu portais. Meu amor por ele é gigante. Paulo, eu faço meu trabalho pensando sempre como você faria", disse o ator em sua conta no Instagram.

Paulo José morreu aos 84 anos, na noite de quarta-feira (11/8), após passar 20 dias internado em decorrência de uma pneumonia
Paulo José morreu aos 84 anos, na noite de quarta-feira (11/8), após passar 20 dias internado em decorrência de uma pneumonia
Foto: TV Globo / BBC News Brasil

"Mestre das coisas bonitas da vida. Você não andava, você voava. E continuará voando através de sua arte. Você foi tantos, divertiu e comoveu tantos. Você me guiou, me encantou, me transbordou. Inspirou tantas pessoas, uma honra ser uma delas. Você é eterno. Sua passagem por aqui foi brincante. Leve. Fazia o difícil parecer simples. Brilhante. Gentileza dos sentidos, apurada imaginação. Gigante plantador de sonhos e sementes. Nunca desistiu de sua capacidade poética. Rei do limite entre a técnica e a fabulação. Registrou o tempo. Sua memória fica conosco. Expressão máxima da cultura brasileira. Suas raízes seguirão intactas."

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A atriz Leandra Leal lembrou que Paulo José, um "mestre dos mestres", foi o primeiro ator a interpretar seu pai na TV. "Eu me lembro com riqueza dos seus ensinamentos", disse ela no Instagram.

"No meu primeiro dia de estúdio, ele me disse que era para imaginar uma lanterna dentro do meu peito e jogar com essa luz em cena. Na minha primeira noturna, ele me explicou pacientemente por que deveríamos repetir da mesma forma uma cena diversas vezes, desenhou dentro de um carro o que era eixo, e discorreu sobre continuidade de emoção. Eu sou muito grata e tenho muita felicidade de ter sido sua filha em alguma vida na arte."

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A atriz Patrícia Pillar também homenageou Paulo José, "um dos maiores atores brasileiros de todos os tempos".

"Ser humano generosíssimo e um ator brilhante. Seus personagens podiam ser leves e profundos ao mesmo tempo. Um artista gigante! Fará muita falta pra nós!", disse.

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"Ficamos todos mais pobres", lamentou a atriz Drica Moraes.

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A atriz Bel Kutner, filha de Paulo José, resgatou boas memórias ao lado do ator, que era bem-humorado e sempre tinha "dizeres irreverentes e divertidos".

"Muitos bilhetes de amor, cartas e vale compras pros aniversários : vamos as compras segunda? (nunca íamos, pra quê?) E pela casa colava suas rimas: "Na Inglaterra, até mesmo a rainha, durante o banho, lava sua calcinha", "sujou, lavou!" Entre outras pérolas da educação subliminar", recordou-se Bel.

"Mas o mais lindo era entrar no seu apartamento, que era de nós todos, filhos, amigos, amigos dos filhos, amigos dos amigos, e ler ao lado da porta em letras grandes escritas por ele na parede de fundo azul índigo: 'Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão.'"

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O ator Fábio Assunção fez uma dupla homenagem. A Paulo José, disse que, embora a tristeza seja grande, seu legado fica "eternizado". "Um artista. Um ser humano. Um ator. Um diretor. Um roteirista. Paulo era gigante em tudo. Ouvir seu silêncio já era tanta coisa coisa", disse.

Também lamentou a perda de Tarcísio Meira: "Meu coração está destroçado. Tarcisio. Inacreditável."

"No último dia de gravação de De Corpo e Alma, novela que fizemos juntos em 92/93, chegaram dezenas de flores e quando vi haviam sido compradas pelo Tarcísio, que ia dando, uma por uma, a todas as pessoas da equipe. Ali, depois de uma novela inteira, conheci um outro lado dele. Muito amor Glorinha e Tarcisinho. Muito amor pra vocês. Tarcisio Meira deixa um legado gigante e uma saudade imensa. Sem palavras. Em menos de 24 horas duas perdas inestimáveis", disse o ator.

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O ator Bruno Gagliasso também lamentou a partida dos dois artistas. "Hoje não tem clima pra humor. Só a tristeza por essas perdas em um intervalo tão curto", disse.

"Paulo e Tarcísio são gigantes que nos inspiram a fazer sempre o melhor. A saudade ficará para sempre e os aplausos também. Obrigado por tanto."

O ator e diretor Miguel Falabella lembrou de Paulo José como "um gigante", "uma referência para todos nós". "Um homem de extremas elegância e gentileza. Lembro de vê-lo na tela prateada, ainda menino, em O Padre e a Moça e da forte impressão que me causou. Todos os aplausos para Paulo José que nos deixa ainda mais tristes, nesse aterrador momento que atravessamos", disse.

Se for possível, querido Paulo, encha-nos de esperança. Estamos muito precisados dela. Em nossos corações, você será sempre um nome lembrado com respeito e carinho. Por seus colegas de profissão e por todos aqueles que desfrutaram de suas raras qualidades de intérprete. Um beijo afetuoso. Siga para a luz. Nossa falange está a sua espera."

Sobre Tarcísio Meira, "um ícone da nossa profissão", disse que a palavra galã parece ter sido inventada para descrever o ator. "Tarcísio reinou absoluto por todos esses anos e encheu de sonhos o imaginário do nosso povo tão sofrido. Seu personagem mais icônico, João Coragem, vive eternamente na velha telefunken da Ilha do Governador, que eu guardei na memória", afirmou.

"Com a partida daqueles que nos formaram e inspiraram, mais do que nunca é preciso resistir e manter acesa a chama de nosso ofício tão maltratado nos tempos que correm. Receba meu aplauso e minha singela homenagem. Se conseguirmos salvar o que nos resta de civilização, com certeza você será sempre lembrado! Um beijo."

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Fernanda Paes Leme lembrou de como descobriu que Tarcísio Meira interpretaria o pai de sua personagem no primeiro trabalho da atriz na TV.

"Imaginem como eu fiquei! Imaginem a responsabilidade. No dia, eu nervosa e ele apareceu. A cena era de emoção e tava tudo ali no meu olhar, vendo aquele brilhante ator, que minha mãe sempre foi fã e eu assistia e admirava, na minha frente, lindo, generoso e muito cuidadoso", recordou-se.

Fizemos a cena e foi incrível! Ali, eu tive a certeza que atuar era o que queria fazer pra sempre! Depois tivemos outros encontros que jamais esquecerei! Obrigada, Tarcísio, por mim e por toda história da TV, cinema e teatro brasileiro. Fará muita falta. Aplausos!"

O diretor Boninho disse que o Brasil perde o "maior galã da história da TV brasileira". "Tive a alegria de conviver com ele e Glória durante muitos anos. Que pena. Meu conforto a família, Tarcisinho."

O ator Rodrigo Lombardi disse que, com a morte de Tarcísio, perdeu um ídolo, um parceiro de trabalho e um amigo. "O Brasil perdeu seu maior símbolo da dramaturgia", disse.

"Um homem do teatro, cinema e televisão que, por onde passou deixou toda sua marca. Só ele sabia fazer o que ele fazia. Tarcísio conseguiu a eternidade, não porque se foi, mas porque sempre nos lembraremos dele. Tarcísio, como poucos, estará pra sempre na história desse país. Salve Tarcísio!"

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O ator Marcelo Serrado resumiu o sentimento de muitos: "Ontem Paulo e hoje você, Tarcísio, que elenco estamos perdendo!".

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