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Afastada por desvios, servidora do TJ-MA recebeu salários

Levantamento mostrou que Cláudia Rosa continuou recebendo vencimentos enquanto esperava julgamento: R$ 36,3 mil entre setembro de 2014 e fevereiro de 2015; ela teria desviado R$ 400 mil

18 mar 2015 - 19h46
(atualizado em 19/3/2015 às 10h07)
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A servidora Cláudia Maria da Rocha Rosa foi demitida nesta quarta-feira (18) durante sessão do pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão. Cláudia Rosa é acusada de ter montado um esquema que desviou R$ 400 mil enquanto era coordenadora da folha de pagamento do tribunal.

O crime foi descoberto em setembro de 2014 e investigado pela superintendência estadual de investigação criminal. O marido da servidora, Thiago Salustino Meneses, também foi preso por auxiliá-la no esquema. Ele não é funcionário do TJ-MA.

Assim que o desvio foi confirmado, a presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargadora Cleonice Freire, exonerou Cláudia Maria do cargo de chefe da divisão de folha de pagamento, cargo comissionado e indicado pela presidência do tribunal.

Entretanto, uma brecha na legislação permitiu que, desde setembro – mês em que o crime foi desvendado – Cláudia recebesse seus salários normalmente. Em seus vencimentos, conforme consta no portal da transparência do TJ-MA, o menor salário da servidora foi de R$ 3.869,90, em outubro. Cláudia era lotada na coordenadoria de direitos e registros.  

Em nota, a assessoria de comunicação do tribunal confirmou que a servidora estava afastada, mas recebendo mensalmente como auxiliar judiciária. “A direção geral do Tribunal de Justiça do Maranhão informou que a servidora Cláudia Rosa estava afastada do cargo efetivo e recebendo os vencimentos como auxiliar judiciária, enquanto respondia ao processo administrativo disciplinar (PAD)”.

O esquema

De acordo com a polícia, o crime de Cláudia foi descoberto pela presidência do Tribunal de Justiça que suspeitou de algumas movimentações financeiras e, pediu a investigação.

Logo nas primeiras apurações, ficou constatado que a servidora usava um computador com acesso remoto às planilhas de pagamento e, de sua residência, fazia as transferências para as contas pessoais dela e do marido.

Há indícios de que o montante desviado entre fevereiro e setembro de 2014 chegou a R$ 400 mil, mas o crime pode ter sido cometido durante um ano.

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Fonte: Terra
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