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Bolsonaro sela parceria com Skaf, que pode mudar de partido

Skaf conseguiu emprego no meu governo, de porta-voz, disse o presidente

3 fev 2020
14h40
atualizado às 14h52
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Em viagem a São Paulo nesta segunda-feira, 3, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) selou publicamente o alinhamento político de seu governo com o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB). O empresário, que fez oposição sistemática ao governo Dilma Rousseff (PT), pode deixar o MDB e migrar para a Aliança pelo Brasil, partido que o presidente tenta criar.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Paulo Skaf, durante encontro em São Paulo.
O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), Paulo Skaf, durante encontro em São Paulo.
Foto: Reprodução/Facebook / Estadão Conteúdo

Trajando um terno verde oliva, Skaf esteve ao lado Bolsonaro pela manhã na cerimônia de lançamento da pedra fundamental do Colégio Militar de São Paulo, que será construído em um terreno ao lado do Campo de Marte, na zona norte da capital. O projeto arquitetônico do empreendimento foi doado pela Fiesp. Em seguida, eles visitaram a primeira turma de alunos do colégio, que está tendo aulas em uma unidade de treinamento do Exército, e depois seguiram para um almoço com empresários na sede da Federação, na Avenida Paulista.

"Essa casa está apoiando o governo Jair Bolsonaro. Vamos estar juntos para derrubar todos os obstáculos. Estamos apoiando seu governo não por razão política e partidária, mas por enxergarmos com clareza que o rumo está certo", disse Skaf em seu discurso.

Em sua fala, o presidente retribuiu com uma brincadeira. "Paulo Skaf conseguiu emprego no meu governo, de porta-voz", disse. Ao citar sua falta de conhecimento sobre economia, Bolsonaro ironizou a ex-presidente Dilma Rousseff. "Tínhamos uma presidente que era economista, acabou não dando certo."

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também foi exaltado pelo presidente, que declarou "apoio incondicional a ele". "Em algumas coisas não concordo com ele. Me coloquei contra aumento da cerveja, apesar de não ser amante desse esporte", disse Bolsonaro. O presidente também elogiou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) por seu apoio às reformas do governo. "O Maia, como presidente de um dos Poderes, tem se mostrado mais que simpático (às reformas). Ele quer ser protagonista nessa questão".

Desde a posse de Bolsonaro em janeiro, a Fiesp tornou-se uma espécie de base avançada do governo federal em São Paulo. Com o MDB cada vez mais próximo do governador João Doria (PSDB), Skaf passou a ventilar a possibilidade de

disputar o Palácio dos Bandeirantes em 2022 pela Aliança pelo Brasil. Os bolsonaristas abriram o caminho para que o presidente da Fiesp assuma o comando da legenda no Estado.

As conversas entre Skaf e Bolsonaro estão avançadas e ambos estudam apoiar juntos a candidatura do apresentador José Luiz Datena para a prefeitura da capital na eleição de outubro.

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Estadão
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