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Bolsonaro reúne apoiadores em Copacabana; saiba detalhes

Em discurso, ex-presidente defendeu o bilionário Elon Musk e se descreveu como vítima da "covardia" de um "sistema" que quer deixá-lo "fora de combate em definitivo"

21 abr 2024 - 14h00
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Neste domingo (21), aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro realizaram um ato público na orla da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Bolsonaro convocou as pessoas para a manifestação através de suas redes sociais.

Aliados de Bolsonaro fazem ato político no Rio de Janeiro
Aliados de Bolsonaro fazem ato político no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/X / Perfil Brasil

Durante o evento, aliados do ex-presidente fizeram discursos que misturaram política e religião, expressando apoio a Bolsonaro, ao CEO da rede social X (antigo Twitter), Elon Musk, e à liberdade de expressão. Além disso, foram criticados veículos de imprensa, o governo atual, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e as investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

Falando de cima de um trio elétrico, Bolsonaro se descreveu como vítima da "covardia" de um "sistema" que quer deixá-lo "fora de combate em definitivo".

O ex-presidente discursou ao lado da ex-primeira dama Michelle Bolsonaro; do governador do Rio, Cláudio Castro; além de parlamentares do PL, como Eduardo Pazuello (RJ), ex-ministro da Saúde; Nikolas Ferreira (MG); Marco Feliciano (SP); e Gustavo Gayer (GO).

Walter Braga Netto, vice de Bolsonaro, e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, também estiveram presentes, mas foram embora antes do ex-presidente chegar, já que os três não podem se comunicar, por decisão judicial.

Investigação de tentativa de golpe

Bolsonaro está sendo investigado em relação à tentativa de golpe ocorrida em 8 de janeiro de 2022. Seu passaporte foi apreendido pela Polícia Federal (PF) em fevereiro, por ordem do ministro Moraes, durante a operação Tempus Veritatis.

De acordo com a investigação da PF, enquanto ainda era presidente, Bolsonaro discutiu com militares um esboço de golpe de Estado, que envolvia a prisão de Moraes, do também ministro do STF Gilmar Mendes e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Esse esboço também previa a realização de novas eleições presidenciais, baseando-se em falsas alegações de fraude nas urnas eletrônicas.

"Nós nunca ultrapassamos os limites. Já viram esse esboço de golpe? Quando se fala em estado de sítio, é uma proposta que o presidente, dentro de suas atribuições constitucionais, pode submeter ao parlamento brasileiro. O presidente não decreta nada. Só decreta depois que o parlamento der sinal verde", disse Bolsonaro na manifestação.

O ex-presidente também defendeu os manifestantes presos durante os atos de 8 de janeiro, quando centenas de pessoas invadiram e vandalizaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF.

Bolsonaro está inelegível

Em junho do ano passado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Bolsonaro inelegível por oito anos devido a abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Isso ocorreu porque, em julho de 2022, durante a campanha eleitoral, o então candidato à reeleição convocou uma reunião com embaixadores para atacar o sistema eletrônico de votação, sem apresentar provas.

Em outubro do mesmo ano, Bolsonaro foi considerado inelegível pela segunda vez pelo TSE por abuso de poder político. Por maioria, os ministros entenderam que ele se aproveitou das celebrações dos 200 anos da independência do Brasil, em 7 de setembro de 2022, para beneficiar sua campanha pela reeleição.

Perfil Brasil
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