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Bebê mais velho do mundo nasce de embrião congelado nos EUA em 1994

3 ago 2025 - 16h10
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Três décadas após ser formado, um embrião congelado em 1994 resultou no nascimento de um bebê em Ohio, nos Estados Unidos. O caso chama atenção por representar, ao que tudo indica, o novo recorde mundial de tempo de congelamento antes de um nascimento bem-sucedido.

Agências cristãs de adoção de embriões nos Estados Unidos consideram que seus programas estão salvando vivas
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Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil

Lindsey, de 35 anos, e o marido Tim Pierce, de 34, celebraram a chegada de Thaddeus Daniel Pierce no último dia 26 de julho. "Parecia algo saído de um filme de ficção científica", contou Lindsey à revista MIT Technology Review. A história ganhou repercussão internacional e reacendeu debates sobre os limites da fertilização in vitro e da conservação de embriões.

Até então, o recorde pertencia a gêmeos nascidos em 2022, que vieram de embriões criados em 1992. O embrião que gerou Thaddeus, no entanto, foi preservado por 30 anos. O casal enfrentava dificuldades para engravidar havia sete anos e, por isso, optou pela adoção embrionária.

Por que alguém decide manter embriões congelados por tanto tempo?

O embrião utilizado pelo casal foi criado por Linda Archerd, atualmente com 62 anos. Na época, ela e o então marido produziram quatro embriões em um processo de fertilização. Um deles gerou sua filha, hoje com 30 anos. Os demais permaneceram armazenados.

Mesmo após o divórcio, Archerd recusou-se a destruir os embriões, doá-los para pesquisa ou disponibilizá-los de forma anônima. Segundo ela, o envolvimento pessoal com a futura criança era essencial, especialmente por causa da filha já nascida do mesmo lote embrionário.

Para manter os embriões preservados, Archerd arcou com os custos anuais de armazenamento por décadas. A busca por uma solução veio com a agência cristã de adoção Nightlight Christian Adoptions, que mantém o programa Snowflakes. A iniciativa permite que doadores escolham quem poderá receber os embriões, incluindo preferências religiosas, étnicas e nacionais.

Archerd optou por um casal cristão, casado, branco e residente nos Estados Unidos. Foi assim que chegou até Lindsey e Tim. O procedimento foi realizado na clínica Rejoice Fertility, no Estado do Tennessee.

Apesar da singularidade do caso, Lindsey afirma que eles apenas "queriam ter um bebê". Archerd, por sua vez, ainda não conheceu o recém-nascido pessoalmente, mas disse à MIT Technology Review que já percebe semelhanças entre ele e sua filha adulta.

Perfil Brasil
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