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Bashar al-Assad: quem é o ex-ditador da Síria e quais crimes ele cometeu

Oftalmologista herdou o poder do pai, governou o país com repressão por 24 anos e foi condenado à morte à revelia

11 ago 2026 - 11h39
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Bashar al-Assad
Bashar al-Assad
Foto: Reuters

Bashar al-Assad é o ex-ditador da Síria que governou o país de 2000 a 2024, quando foi deposto por rebeldes e fugiu para a Rússia. Em agosto de 2026, um tribunal sírio o condenou à morte à revelia por crimes de guerra e contra a humanidade, incluindo o uso de armas químicas, tortura e assassinato de crianças.

Quem é Bashar al-Assad?

Bashar al-Assad é o ex-presidente da Síria, nascido em 11 de setembro de 1965, que manteve um regime autoritário por mais de duas décadas. Pertencente à minoria alauíta, ele assumiu o poder no ano 2000, logo após a morte de seu pai, Hafez al-Assad, que já governava o país desde 1970.

Formado em medicina com especialização em oftalmologia no Reino Unido, Bashar al-Assad não era o sucessor natural da família. Ele foi convocado de volta à Síria em 1994, após a morte de seu irmão mais velho, Basil, em um acidente de carro.

No início do mandato, o ex-presidente chegou a ser visto como uma esperança de renovação durante a chamada "Primavera de Damasco". No entanto, a abertura política durou pouco, e o governo manteve o aparato de segurança e repressão criado por Hafez al-Assad.

Quais crimes o ex-ditador cometeu?

O ex-ditador foi condenado por crimes contra a humanidade e crimes de guerra, o que inclui assassinato premeditado, homicídio de crianças menores de 15 anos, tortura com resultado de morte e prisões arbitrárias. Durante a guerra civil iniciada em 2011, o regime utilizou armas químicas contra civis.

Um dos episódios documentados ocorreu em Ghouta, no ano de 2013, quando foguetes com gás sarin atingiram áreas controladas pela oposição nos arredores de Damasco, deixando centenas de mortos. O governo sírio também recorreu a ataques com bombas de barril e bombardeios contra escolas e hospitais.

A guerra civil síria, desencadeada após a repressão violenta aos protestos da Primavera Árabe, deixou mais de 500 mil mortos. O conflito também resultou em milhares de desaparecidos e forçou mais de 10 milhões de pessoas a deixarem suas casas, gerando uma crise global de refugiados.

O que aconteceu com a fortuna da família?

A família Assad desviou bilhões da economia síria e se envolveu com tráfico de drogas, contrabando de armas e extorsão. Os recursos foram ocultados em contas bancárias secretas e imóveis de luxo localizados em cidades como Dubai, Moscou e Londres.

A fortuna pessoal de Bashar al-Assad e sua esposa, Asma, é estimada entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões, segundo relatório do Departamento de Estado dos EUA (2022).

O regime sírio também lucrou com a produção e o comércio de captagon, uma metanfetamina viciante. Durante a fuga de Damasco, a família deixou para trás bens de alto valor, incluindo produtos de grife e uma garagem com carros de luxo das marcas Ferrari, Lamborghini e Rolls-Royce.

Onde está Bashar al-Assad agora?

Bashar al-Assad vive asilado em Moscou, na Rússia, desde dezembro de 2024, quando fugiu de Damasco após a invasão de rebeldes liderados pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham. Em agosto de 2026, um tribunal de transição sírio o condenou à morte.

A sentença foi anunciada em Damasco pelo juiz Fakhr al-Din al-Aryan. Além do ex-presidente, seu irmão Maher al-Assad, ex-comandante da 4ª Divisão do Exército sírio, e outros ex-integrantes do alto escalão militar também receberam a pena de morte pelas atrocidades cometidas.

TerrAI Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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