Ataque iraniano a base dos EUA na Jordânia deixa dois militares mortos e um desaparecido
Ofensiva com mísseis e drones aprofunda crise diplomática e eleva para 16 o número de baixas norte-americanas no conflito
Dois militares norte-americanos morreram e um ficou desaparecido após um ataque das forças iranianas contra uma base militar dos EUA na Jordânia, ocorrido na última sexta-feira (17). A informação foi confirmada pelo Comando Central das Forças Armadas dos EUA (CentCom) neste sábado (18). Conforme os dados publicados pelo portal g1, a nova ofensiva eleva o balanço de baixas norte-americanas para 16 mortos e mais de 430 feridos desde o início das hostilidades na região.
O bombardeio estratégico atingiu a base aérea de Al Azraq e foi reivindicado pela Guarda Revolucionária do Irã, que relatou a destruição de dois caças e três aeronaves dos EUA por meio de mísseis balísticos e drones. Em comunicado oficial, o CentCom detalhou o balanço da operação na região fronteiriça. "Em 17 de julho, dois membros das forças armadas dos EUA na Jordânia foram mortos em ação enquanto o Comando Central dos EUA (CENTCOM) e forças parceiras se defendiam contra ataques com mísseis balísticos iranianos e drones. Além disso, um membro das forças armadas está atualmente desaparecido em ação", informou a nota oficial. Outros quatro soldados feridos receberam atendimento em hospitais jordanianos e já retornaram ao serviço.
O episódio causou a ruptura definitiva do acordo de cessar-fogo firmado entre Washington e Teerã em junho deste ano. O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou formalmente a suspensão dos compromissos de paz e acusou o governo norte-americano de violar os termos preestabelecidos. Em posicionamento divulgado neste sábado (18), o líder iraniano criticou duramente a diplomacia de Washington. "A repetida violação dos compromissos do Grande Satã em relação ao acordo, mais uma vez, revelou a verdade: a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano", publicou a autoridade máxima do país.
Como reação imediata, as forças do CentCom dos EUA estenderam pelo sétimo dia consecutivo as incursões aéreas contra posições do Irã, alvejando depósitos subterrâneos de munição e infraestruturas logísticas na província de Hormozgan. O Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu expandindo o raio de ação dos bombardeios para o território do Kuwait neste sábado (18). Os ataques com drones provocaram o fechamento temporário do Aeroporto Internacional do Kuwait e atingiram instalações de radar no Campo Arifjan e na Base Aérea de Ali Al Salem, ampliando a instabilidade geopolítica no Golfo Pérsico.
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